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Guerra contra o Aedes deveria abrir front da política de resíduos sólidos

A guerra contra o Aedes aegypti deveria abrir outro front, o dos municípios priorizarem a política de resíduos sólidos. Uma breve passagem pelas áreas urbanas às margens das rodovias estaduais e federais em Pernambuco reforçam essa ideia. Sem aterros sanitários e sem campanhas educativas, garrafas e latas de material de limpeza e de refrigerante, embalagens longa vida de sucos e polpas de frutos são dispensados em quintais, terrenos baldios ou nos acostamentos das estradas. As montanhas de lixo estão por toda parte. Do Sertão à Mata Sul. São quase onipresentes vasilhames de plástico, quebradiços pela exposição às intempéries, nas barreiras que pendem para as rodovias.
Gestores públicos e população encararam a questão sem o cuidado preciso, usando-se as desculpas das limitações financeiras e dos serviços de coleta. E as desculpas repetidas fizeram do nosso entorno uma arma contra nós mesmos. Raras são as pessoas que escapam do mosquito em cidades rodeadas pelo lixo sem coleta e destino adequados.  O número de casos poderia ser menor no estado com a eliminação de focos dentro das casas, porém sem uma política de resíduos sólidos em pleno funcionamento continuaríamos expostos ao mosquito. Valem no momento as operações de combate inseto envolvendo governos e sociedade civil. Mas a validade é por tempo limitado sem mudança no pensamento e estrutura das cidades.

De olho nos pneus…

Nem eram 7h ontem, quando um pedestre interrompeu a caminhada na Estrada da Batalha, em Prazeres, para “fiscalizar” os pneus usados como gradil de árvores. Vistoriou duas dezenas de quase cem existentes. Ao fim declarou um “tudo certo”. A parte interna dos pneus estava com areia, impedindo a proliferação do Aedes aegypti.

…E na publicidade

O mesmo não se pode dizer de pneus fixados como placas indicativas às margens da BR-101, em Comporta, Jaboatão dos Guararapes. Pendurados em estacas de madeira, alguns exibindo nomes de empresas e setas acumulam água após as chuvas. Bastariam quatro ou cinco baldes de areia para acabar com os riscos de criadouros.

Por um triz

O halo solar esteve ilusoriamente ontem, no Recife, ao alcance das mãos. Possível de ser avistado em qualquer época do ano, o fenômeno ocorreu forte nesta semana devido às altas temperaturas. Atraiu câmeras amadoras e profissionais.

Bem guardado

Segredo pontifício é guardado a sete chaves. À frente da Província Franciscana de Santo Antônio, com sede na Rua do Imperador, frei Beto Breis foi nomeado bispo auxiliar da Diocese de Juazeiro (Bahia) no dia 4 de fevereiro, mas apenas ontem a notícia correu pelo Recife. Foi quando o jornal do Vaticano publicou a nomeação.

Lata d’água…

Famílias das ruas Gravatá, Florença e Eutíchio de Barros Correia, no Fundão, merecidamente podem ser chamados de retirantes. No último mês, costuma-se ver pessoas carregando baldes nas madrugadas, horário em que a água pinga nas torneiras das casas em pontos de menor altitude. Garante-se o mínimo para tarefas básicas.

…Perto da fonte

Tristeza para as famílias é avistarem um posto da Compesa bem perto de suas casas. “É como morrer de sede perto do mar”, desabafa Edilza Lima, da Rua Gravatá. A falta d’água se agravou após a troca da tubulação em alguns trechos do Fundão. O que os moradores acreditavam ser para a melhora virou um tormento diário.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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