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Houdini: o ilusionista mais conhecido da história volta a sua terra natal

Marcelo Nagy.

Budapeste, 13 fev (EFE).- A magia do mítico ilusionista Harry Houdini volta para sua Hungria natal no 90° aniversário de sua morte, para certificar que o mistério e a lenda que envolvem sua vida são duas das poucas coisas das quais nunca conseguiu escapar.

Houdini (1874-1926) era uma celebridade nos Estados Unidos graças a seu enorme talento com truques quase impossíveis de escapismo, nos quais desafiou inclusive a morte.

A Biblioteca Nacional de Budapeste abriu uma mostra para homenageá-lo e em poucas semanas a capital húngara inaugurará também um museu dedicado ao ilusionista.

“Houdini é um ícone, tanto para os profissionais, como para os amadores. Soube realizar produções irrepetíveis devido a sua forma de pensar nítida, seu estado físico e sua perseverança”, explicou à Agência Efe em Budapeste o ilusionista David Merlini.

Este húngaro de 37 anos sabe do que fala: em 2007 foi ganhador do título de “melhor escapista” no “World Magic Awards” de Los Angeles (EUA).

A mostra de Budapeste, aberta ao público até o dia 27 de fevereiro, recolhe dezenas de documentos e cópias de objetos que Houdini utilizou durante sua carreira e também alguns originais, provenientes da coleção do escapista.

Por exemplo, é possível ver as lendárias algemas duplas, consideradas então as mais seguras e das quais o ilusionista conseguia se libertar.

Houdini nasceu como Erik Weisz em Budapeste (então Império Austro-Húngaro) em 24 de março de 1874 dentro de uma tradicional família judia.

Emigrou para os EUA aos quatro anos de idade quando seu pai aceitou uma vaga de rabino em uma nova congregação judia no estado de Wisconsin.

Desde cedo, Houdini se interessou pela magia e pelo escapismo. Camisas de força, cadeados, caixões, jaulas, cordas, nada parava o ilusionista, que conseguiu escapar em cada truque que apresentou perante o fascinado público.

Um de seus truques mais conhecidos, também eternizado na série “Houdini” – protagonizada pelo ator Adrien Brody, que também tem raízes húngaras – foi a “câmara de tortura chinesa”.

Nesse truque Houdini ficava submerso pelos pés, amarrado com cadeados, em um contêiner cheio de água do qual tinha que escapar após vários minutos sem poder respirar.

Em outras ocasiões se libertava de um camisa de força, enquanto o submergiam em um “enorme jarra de leite, que naturalmente não estava vazia”, relata Merlini, que conta com uma rica coleção relacionada a seu antecessor famoso.

Mas Houdini não só era escapista, mas também ilusionista, algo que demonstrou em 1918, quando fez desaparecer um elefante em Nova York, o que naquela época representou um recorde pelo tamanho do “objeto”.

Houdini participou entre 1919 e 1923 de cinco filmes e teve interesse também pela aviação e chegou a ser proprietário de um bimotor no qual fez vários voos em 1910.

Em seus últimos anos de atividade, o ilusionista manteve uma luta contra os espíritos e as cartomantes, já que considerava que estes enganavam as pessoas.

Houdini levou uma vida social ativa, foi presidente de várias associações de mágicos e ilusionistas e publicou vários livros, mas, apesar disso, nunca revelou seus segredos.

No final de março será inaugurado em Budapeste um museu, a chamada “Casa Houdini”, que não só recolherá relíquias relacionadas com o ilusionista, mas pretende ser um verdadeiro centro da magia e dos mágicos.

Este local, que segundo Merlini, “será único na Europa”, oferecerá um espaço para apoiar e formar novos talentos.

Houdini morreu em 1926, aos 52 anos, em consequência de uma peritonite, embora como todos os episódios de sua vida, as razões de sua morte também estejam envolvidas em certo mistério.

Segundo a lenda, o escapista se vangloriou perante universitários de Montreal (Canadá) de que seu abdômen era tão forte que era impossível causar um dano e um deles lhe deu socos de forma inesperada para provar se suas palavras eram certas.

Houdini se negou a procurar um médico e continuou sua viagem para Detroit (Estados Unidos), onde morreu por peritonite dias depois.

Como em seus míticos truques, não se sabe quanto desta história é real e quanto é ficção.

Fonte: Bol.com.br

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