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Justiça condena réu por assassinato dentro de creche no Benedito Bentes

Unidade escolar estava abandonada na época do crime, em 2012. Tiago José dos Santos tem direito a recorrer em liberdade.

 

A Justiça de Alagoas condenou o réu Tiago José dos Santos a 17 anos e seis meses de reclusão pela morte de Jorge da Silva, que aconteceu em março de 2012, dentro de uma creche abandonada, no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió. O julgamento ocorreu na última terça-feira (23).

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) relata que o crime aconteceu após Santos ser apedrejado por Silva.

O TJ-AL afirma ainda que o acusado ainda tem o direito de apelar em liberdade porque se apresentou [à polícia] logo após matar a vítima e, se quisesse empreender fuga, teria feito.

“O réu também compareceu ao julgamento, portanto, não vislumbro nenhuma medida para segregá-lo, porque não há fatos novos”, disse o juiz Geraldo Cavalcante Amorim, que presidiu o julgamento, nessa terça-feira (23), no Fórum da Capital.

Os jurados Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Maceió  rejeitaram as teses de legítima defesa, inexigibilidade de conduta diversa (segundo a qual o réu não poderia ter agido de outra forma, tendo em vista as circunstâncias) e homicídio privilegiado (aquele praticado sob domínio de forte emoção).

O Conselho ainda não acatou o pedido de desclassificação do crime para lesão seguida de morte. Acolheram, porém, as qualificadoras de motivo fútil, cruel e surpresa, condenando Tiago José dos Santos por homicídio qualificado.

A acusação foi feita pelo promotor de Justiça José Antônio Malta Marques e a defesa teve à frente o defensor público Ryldson Martins Ferreira.

O assassinato
Segundo o TJ, o crime ocorreu no dia 26 de março de 2012, por volta das 15h30, no interior de uma creche abandonada localizada na rua A-62, nº 81, no Benedito Bentes. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Jorge da Silva dormia no local quando recebeu pedradas na cabeça, desferidas por Tiago José dos Santos. O réu confessou o assassinato e disse que já havia discutido e sido ameaçado de morte pela vítima.

 

 

G1

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