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Mais pop do que nunca, Imperatriz leva o sertanejo para a Sapucaí

Quinta e penúltima escola do Carnaval 2016 do Rio de Janeiro na avenida, a Imperatriz Leopoldinense entra na Sapucaí na madrugada desta terça-feira (8) com uma homenagem à dupla Zezé Di Camargo e Luciano, distribuída em seis carros e 32 alas. Após sofrer alguma resistência por causa da temática sertaneja, a escola seduziu público e crítica ao apresentar o belo samba-enredo assinado, entre outros, por Zé Katimba.

Abrindo o desfile, a Imperatriz ensaiou um grande momento: a cantora e multi-instrumentista Lucy Alves interpreta sozinha a primeira passagem do samba-enredo, cantando e tocando sanfona. Só depois do solo da jovem — talento da Paraíba revelado ao Brasil no The Voice — é que os puxadores da escola e a bateria entram em cena.

Com o enredo “É o Amor… Que Mexe com Minha Cabeça e Me Deixa Assim… Do Sonho de um Caipira Nascem os Filhos do Brasil”, o carnavalesco Cahê Rodrigues diz que a escola luta contra o preconceito. “Como a música sertaneja não tem raiz carioca, fomos muito criticados. Mas estamos jogando muitos preconceitos por terra, principalmente por conta da construção do enredo e da qualidade de nosso samba.”

A comissão de frente vem com 14 bailarinos, coreografados por Deborah Colker. “A comissão é muito simples. A gente vem dançando, deslizando. O samba da Imperatriz é muito bonito, muito poético. Então a gente vem com a poesia. É o sertanejo que conquista tudo, mas não larga seu chapéu, não larga sua galinha, não larga sua viola, não larga o que ele precisa, quem ele é realmente. A nossa comissão é muito alegria, poesia, dança, simplicidade. Estou gostando muito de fazer essa conexão.”

A Imperatriz Leopoldinense se caracterizou por ser uma escola clássica. Primeira a possuir um departamento cultural, nos anos 60, notabilizou-se por trazer enredos de cunho histórico. Essa tendência tornou-se marca entre 1992 e 2009, sob o comando de Rosa Magalhães. Nos últimos anos, porém, a escola de Ramos adotou um tom mais pop. Depois de homenagear Zico e Nelson Mandela, a Imperatriz exalta o caipira.

A rainha da bateria da escola é a atriz Cris Vianna, que atuou na novela “Império”, da rede Globo.

Saiba o que a Imperatriz apresenta na avenida:

Primeiro setor
O enredo começa mostrando o universo caipira, simbolizada pela região do Rio dos Peixes, no interior de Goiás, terra natal da dupla. A intenção é mostrar o homem simples, que colhe o que planta para sobreviver e dar à família o seu sustento. A coroa, tradicional símbolo da escola, terá espigas de milho.

Segundo setor
O estado de Goiás é enfocado, com sua vocação para a agricultura apresentada e simbolizada na figura do lavrador humilde, que tem no rádio o seu grande divertimento e companheiro.

Terceiro setor
Chamado chama “Mãe Sertaneja”, este setor conta a história da música sertaneja no Brasil e exalta ídolos como Tonico e Tinoco,  Cascatinha e Inhanha, Sérgio Reis, dentre outros. Músicas como “Romaria”, “Rei do Gado” e “Tristeza do Jeca” serão relembradas. No carro alegórico que fecha este momento, vários artistas sertanejos, de todas as gerações, estarão presentes. Nomes como Roberta Miranda, Victor e Léo, Fernando e Sorocaba, Sérgio Reis, Gustavo Lima, Michel Teló confirmaram presença.

Quarto setor
A Imperatriz traz Pirenópolis, a terra natal de Zezé Di Camargo e Luciano, através de suas festas populares. Será apresentado o festejo do Divino Espírito Santo com vaquejadas, cavalhadas, romarias e mascarados. A quarta alegoria, simboliza a “Fé do Caipira”, com a réplica da coroa do Divino, o Imperador do Divino e os estandartes, feitos por artesãos locais.

Quinto setor
Neste momento, o desfile da Imperatriz faz um mergulho na trajetória dos filhos de Francisco e Helena. O sonho do pai, que apostou todas as fichas no sucesso dos filhos é retratado. Um tripé mostra a partida da família para a cidade grande em busca do sucesso. E, obviamente, o êxito dos cantores é celebrado no quinto carro, que terá a presença de Zilu, Wanessa e Camila Camargo.

Sexto setor
A Imperatriz declara o seu amor ao universo sertanejo trazendo fantasias que mesclam os mundos sertanejo e do samba como “Malandro Caipira” e “Arraiá da Imperatriz”. A canção “Flores em Vida” é citada em uma ala em que as damas de Ramos oferece flores para a dupla. O último carro trará os homenageados, o pai, Francisco, e seus irmãos e tem a cor vermelha predominante em alusão a “É o Amor”. Emival, o irmão falecido e primeiro parceiro de Zezé, é homenageado com a escultura de um anjo caipira. 

Fonte: Bol.com.br

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