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Máquina brasileira faz sucos de polpa com a praticidade das cápsulas

Aristóteles dizia que a necessidade é a mãe da invenção, mas talvez Mario Quintana tenha sido ainda mais preciso quando afirmou que a preguiça é a mãe do progresso: “se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”. A Juice in Time surgiu de um pouco de cada uma das duas.

“Eu confesso: ficava com preguiça de fazer o suco. Para fazer um suco de polpa é preciso sujar o liquidificador, bagunçar um pouco a cozinha e ainda usar a faca, algo restritivo para crianças. A Juice in Time não entra em contato com a polpa e não suja. É um jeito melhor de fazer isso”, conta Marcos Pinotti, sócio fundador da empresa que desenvolveu uma máquina que faz suco de polpa natural com a mesma praticidade de uma Nespresso.

“Era um processo arcaico. Eu pensei que deveria existir uma forma melhor de fazer aquilo”, explicou ele. Apaixonado por sucos naturais, Marcos teve a ideia em 2007, mas a empresa só nasceu em 2010, inicialmente com a ideia de desenvolver o sistema e vender royalties para quem quisesse trabalhar com ele. O ciclo de desenvolvimento da primeira versão funcional demorou dois anos e nesse período, Marcos percebeu que era preciso estar mais próximo dos clientes e a Juice in Time assumiu a fabricação de equipamentos e comercialização das cápsulas de polpas.

A máquina da Juice in Time é extremamente prática – basta o usuário abrir a cápsula, despejar a polpa no copo e um jato de água fino e pressurizado ‘desmancha’ o conteúdo e faz o suco. O sistema é higiênico porque em momento algum os componentes da máquina entram em contato direto com o suco. Depois do preparo, não é preciso lavar nada além do copo em que o suco for consumido – um alívio para os muitos apaixonados por sucos de futa natural que as vezes desanimam de preparar algo pela iminente bagunça.

E mais do que prática, a máquina é saudável e valoriza o suco de verdade: “Usamos a polpa da fruta apenas, sem nada como açúcar e sódio que outras empresas colocam nos seus sucos. Fizemos uma conta aproximada: se para cada suco que vendemos no ano passado a pessoa deixou de consumir um semelhante de caixinha, foram poupadas 35 milhões de calorias”, pontuou Marcos.

Hoje a Juice in Time é vendida apenas na Grande São Paulo, Curitiba e algumas cidades do interior paulista. O objetivo é expandir, não apenas nacionalmente mas para outros países – já existem acordos para a máquina chegar em Dubai. Entre as razões para ela ainda não estar em Minas são os impostos: “Existe uma barreira tributária grande para ir para outros estados. É uma batalha que estamos vencendo, mas degrau a degrau. Ainda estamos acertando parceiros na parte da logística e buscando meios de simplificar a parte fiscal. Desde que montamos a Juice in Time, Minas estava no radar. Infelizmente, ainda não deve acontecer neste ano”, detalhou.

Outra barreira para a popularização da máquina são os custos altos. “Ainda não estamos no preço que queremos, mas já é algo comercialmente viável e vamos baratear ainda mais”, disse Marcos. Hoje a máquina custa R$ 1.890 e as cápsulas, a partir de R$ 3,50. A vantagem é que ela pode ser instalada em qualquer local. “Comparo a nossa máquina a um jipe: ela chega onde outros não chega. Eu tenho a minha instalada no aparador da sala de jantar”, completou Marcos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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