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Mesmo com modernização, Metrô de SP ainda tem frota com mais de 40 anos

Iniciada em 2009, a troca da frota de trens do Metrô de São Paulo por modelos novos ou modernizados ainda não acabou. E, até hoje, não há previsão de quando irá terminar.

Nas quatro principais linhas operadas pelo governo de São Paulo (1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 5-lilás), das 150 composições existentes, 115 já contam com câmeras de segurança, ar-condicionado e sistema de freios com controle de patinagem e deslizamento, segundo dados da STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) do Estado. As mudanças nos trens estão “aumentando a sua capacidade de transporte e melhorando o conforto e segurança à viagem dos passageiros”, segundo a secretaria.

Do total de 115 composições reformadas, 19 estão, agora, em “testes protocolares” para entrar em operação. Ou seja, atualmente 96 trens novos ou reformados atendem a população.

Suspeita de cartel

Em março de 2009, na gestão José Serra (PSDB), a linha 2-verde ganhou o primeiro dos 16 trens novos fabricados pela Alstom. Na ocasião, os contratos sobre a compra das composições já estavam sendo analisados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Há dois anos, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) ofereceu denúncias de suspeita de cartel em diferentes licitações do sistema metroferroviário paulista.

Também em 2009 começou o processo de modernização de trens das linhas 1-azul e 3-vermelha. O primeiro deles foi entregue em 2011, já no governo Geraldo Alckmin, também do PSDB. Há cinco anos, durante cerimônia de entrega de trens reformados, Alckmin prometeu que as 98 composições originais das linhas 1 e 3 seriam modernizadas até 2014, quando o Brasil realizou a Copa do Mundo. Mas, até hoje, o Metrô não tem uma data certa sobre quando o processo de reforma deve acabar.

Bruno Santos/UOL

Trem da frota A (à direita), de 1972, ainda é visto circulando na linha 1-azul

Até 2017, mais seis composições devem ser modernizadas, “restando apenas 18 para completar o processo”, disse a secretaria ao UOL, por nota, sem falar em prazo. Com esses números, São Paulo terá 139 composições reformadas ou novas no futuro.

Porém, tomando por base esses dados, o sistema ainda teria trens antigos em operação. Seriam exatamente 11, todos da frota E, de 1999, presente nas linhas 2-verde e 3-vermelha. Segundo a STM, ainda não há previsão sobre quando elas serão reformadas em razão de “corte orçamentário”.

Frota antiga

Enquanto a reforma nos trens do metrô não é concluída, há 14 composições da frota A, de 1972, operando na linha 1-azul. A linha 3-vermelha, tem quatro da frota D, de 1982, além de parte dos 11 da frota E, de 1999, que também atende a 2-verde.

Para o coordenador do curso de engenharia do Mackenzie Luiz Vicente Figueira de Mello, o fato de haver trens antigos em circulação não é problema se houver “manutenção preventiva”. “O que importa é a frequência com que ela ocorre. Assim, você garante que um trem antigo continue circulando”, diz o acadêmico. Mestre em transportes e professor do Centro Universitário FEI, Creso de Franco Peixoto concorda. “A efetivação plena dessa política de manutenção garante segurança e qualidade ao serviço prestado.”

A STM confirma que os trens do metrô passam por manutenção periódica, mas não tem como confirmar de quanto em quanto tempo isso acontece porque os prazos são diferentes para cada item das composições.

O custo total previsto com a modernização de trens do Metrô é de R$ 1,75 bilhão. Até agora, o governo diz já ter gasto R$ 1,36 bilhão.

Antes ‘fantasma’, linha 5-lilás já é a 2ª mais cheia do Metrô de SP

Fonte: Bol.com.br

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