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New Hampshire vota em primárias-chave nos EUA com Trump e Sanders favoritos

Hillary Clinton, em Manchester, New Hampshire, no dia 8 de fevereiro de 2016. Foto: Don Emmert/AFP
Hillary Clinton, em Manchester, New Hampshire, no dia 8 de fevereiro de 2016. Foto: Don Emmert/AFP

Manchester (Estados Unidos) – Centenas de milhares de eleitores desafiavam o frio e a neve nesta terça-feira em New Hampshire para votar nas primárias presidenciais dos Estados Unidos, com a favorita democrata, Hillary Clinton, sob pressão de Bernie Sanders, e Donald Trump à frente das pesquisas no campo republicano.

Pequeno território do nordeste dos Estados Unidos com cerca de 880 mil eleitores, New Hampshire tem um valor simbólico nas eleições primárias, e os candidatos multiplicaram esforços para convencer os eleitores, especialmente os quase 400 mil inscritos como independentes.

O magnata Donald Trump lidera as pesquisas entre os republicanos com uma vantagem de 17 pontos em média, e Sanders, senador por Vermont (estado vizinho a New Hampshire), supera Hillary Clinton por 12 pontos no lado democrata. Depois do caucus de Iowa (centro dos EUA) de 1º de fevereiro, que deu a partida na corrida às eleições presidenciais de novembro, New Hampshire é a segunda etapa do longo processo de seleção de candidatos que termina com as convenções de julho.

A maioria dos centros de votação fechará às 19h locais (22h de Brasília). Buscando a nomeação pela segunda vez após sua derrota diante de Barack Obama em 2008, Hillary obteve uma vitória mínima sobre Sandres (49,8% a 49,6%). Já o senador ultraconservador do Texas (sul dos EUA), Ted Cruz, surpreendeu Trump, ao derrotá-lo por 27,7% contra 24,3%. Nas pesquisas de intenções de voto, o verborrágico magnata aparecia como franco favorito.

A história recente diz que nenhum candidato que não tenha terminado entre os dois primeiros em New Hampshire chegou à Casa Branca. Pode servir, portanto, como filtro do populoso lado republicano, com nove aspirantes liderados por Trump, Cruz e o senador Marco Rubio (Flórida, sudeste dos EUA).

Pelo segundo lugar

A importante porcentagem dos independentes e a fama de imprevisibilidade de New Hampshire fizeram muitos candidatos empurrarem até quase o último minuto a busca pelos votos. “Esta é a hora da verdade. Devem sair, devem ir votar”, convocou Trump diante de milhares de seguidores em um comício na noite de segunda-feira.

Karen Carone, uma mulher que cuida de idosos na pequena cidade de Loudon, assegurou que Trump “parece estar falando pela maioria silenciosa”, depois de ter votado nele. No lado republicano, trata-se da luta pelo segundo lugar depois de Trump e pela sobrevivência para aqueles que arrastam magros resultados em Iowa, como o governador republicano de Nova Jersey, Chris Christie.

Em ascensão, encontra-se Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e o mais jovem dos aspirantes à Presidência americana com 44 anos, revelação em Iowa com seu terceiro lugar próximo a Trump (23,1%). Outro bem posicionado segundo as pesquisas é o governador de Ohio (norte), John Kasich, enquanto Ted Cruz chega fortalecido por seu triunfo em Iowa.

Ao contrário, o ex-governador da Flórida Jeb Bush poderá estar jogando seus últimos cartuchos e um mau resultado pode deixá-lo à beira do abismo às vésperas das primárias de Nevada (sudoeste) e da Carolina do Sul (leste). No campo democrata, o panorama é mais claro, mas não por isso menos disputado, já que o autoproclamado “socialista” Sanders, motivador de uma revolução política no país e apoiado pelos mais jovens, poderá conseguir uma ampla vitória.

Um resultado assim aumentaria a pressão sobre a ex-secretária de Estado, cuja cômoda liderança de meses atrás parece ter evaporado. “Espero que New Hampshire diga aos Estados Unidos que queremos que este país tome uma direção diferente”, declarou Sanders antes do início da votação.

Hillary e sua filha Chelsea foram na manhã desta terça-feira ao centro de votação em Manchester, onde foram cumprimentadas por voluntários. Ao ser questionada sobre se ganharia, Hillary afirmou: “Sabem, me encanta a forma com que New Hampshire faz isso. Gosto do modo com que as pessoas de New Hampshire encaram com tanta seriedade”. À medida que a distância entre ambos diminui, a tensão entre Hillary e Sanders tem crescido, com acusações do senador pelo dinheiro que a ex-primeira-dama recebeu do banco Goldman Sachs.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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