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"Não acredito que exista racismo na Academia", diz Steven Spielberg

Vencedor de três Oscars, o cineasta Steven Spielberg mostrou resistência às novas regras propostas pela Academia de Cinema dos EUA, que pretende dobrar até 2020 o número de mulheres e representantes de minorias étnicas entre seus membros, que escolhem os indicados ao maior prêmio da sétima arte.

“Você precisa voltar dois anos, quando [a atriz] Lupita [Nyong’o] foi reconhecida por “12 Anos de Escravidão”, e “12 Anos de Escravidão” ganhou o Oscar de melhor filme, sabe?”, afirmou o diretor em entrevista ao “The Hollywood Reporter”, entrando na polêmica do suposto racismo em Hollywood.

Eu não acredito que exista racismo inerente ou latente devido à quantidade de membros brancos na Academia. Também não estou 100% certo de que tirar votos de membros da Academia que cumpriram seu dever e fizeram um ótimo trabalho, e que talvez estejam aposentados agora, seja o melhor”, relativizou.

“Talvez eles [os integrantes brancos da Academia] nunca tenha sido indicados, o que lhes daria imunidade às novas regras, mas eles têm servido com orgulho, e esta é a indústria deles também. Por que impedi-los de votar?

Apesar de sair em defesa da atual configuração da Academia, que tem maioria branca e masculina, mas é presidida por uma mulher negra, Spielberg se disse perplexo com o que classifica de “omissão” dos votantes do Oscar deste ano.

“Fiquei surpreso por Idris [Elba, que não foi indicado por “Beasts of No Nation”]. Acho que foi uma das melhores atuações como ator coadjuvante e na categoria de ator. Vi “Straight Outta Compton” [que conta a história do grupo de rap N.W.A.] com minha mulher quando estreou, e ele abalou meu mundo. Fique surpreso com a omissão.”

Na entrevista, Spielberg também respondeu sobre a presença de mulheres e negros em seus filmes. “Olha, eu tenho dois filhos negros, sabe? Nunca fui influenciado por preconceito racial”, afirmou. “Basta você olhar para os filmes que fiz, e ver diversidade das equipes que trabalharam neles.”

A polêmica sobre o racismo no Oscar começou no dia 14 de janeiro, após o anúncio dos indicados ao prêmio, que este ano, pela segunda vez consecutiva, não incluiu atores negros, latinos ou representantes de outras minorias raciais, fato que indignou parte da comunidade artística. Vários nomes de peso, entre eles o ator Will Smith e o diretor Spike Lee, anunciaram o boicote à premiação.

Com a grande repercussão do debate, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana anunciou em seguida que duplicaria a presença de mulheres e representantes de minorias étnicas entre seus membros.

Fonte: Bol.com.br

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