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Número de imigrantes que chegam à Europa por mar aumentou 10 vezes em 2016, diz OIM

Por Emma Batha

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) – Dez vezes mais imigrantes e refugiados chegaram à Europa pelo mar nas seis primeiras semanas do ano do que no mesmo período de 2015, e o número de mortes também disparou, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) nesta terça-feira.

A quantidade de recém-chegados alcançou 76 mil, e o número de mortes subiu para 409 nas travessias do Mar Mediterrâneo – foram 69 nas seis primeiras semanas de 2015, segundo a OIM.

A entidade ainda afirmou não prever uma redução na quantidade de recém-chegados à Europa e que, no mês que vem, a Grécia irá receber seu milionésimo imigrante desde o início da crise imigratória.

Mais de 1,1 milhão de pessoas fugindo da pobreza, das guerras e da repressão no Oriente Médio, na Ásia e na África aportaram nas praias europeias no ano passado, a maioria rumo à Alemanha.

Cerca de metade delas são refugiados do conflito civil na Síria, declarou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A OIM relatou que 70.365 imigrantes e refugiados chegaram à Grécia pelo mar neste ano até o momento, e outros 5.898 à Itália.

Cerca de 319 morreram cruzando o leste do Mediterrâneo, entre a Turquia e a Grécia, e 90 na rota central entre o norte da África e a Itália.

O porta-voz da OIM, Joel Millman, disse que a entidade não acredita em uma diminuição no número de imigrantes e refugiados rumando à Europa em um futuro previsível.

“Há mais crises em andamento atualmente do que jamais vimos de uma só vez”, afirmou. “As condições nos países que estão alimentando a crise imigratória permanecem no geral as mesmas, por isso achamos que os números provavelmente continuarão os mesmos”.

A curta travessia do leste do Mediterrâneo é mais segura do que a rota mediterrânea central, onde houve uma incidência maior de grandes naufrágios em 2015.

Mas Millman declarou que o número de mortes no Mar Egeu disparou subitamente no final do ano passado, quando pequenos barcos afundaram quase diariamente – um possível sinal de que os imigrantes recorreram a embarcações mais frágeis.

Fonte: Bol.com.br

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