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OMS prevê investimentos de US$ 56 mi contra o Aedes. Brasil receberá maior parte

Ações previstas envolvem pesquisa, vigilância, campanhas, controle do mosquito e cuidados médicos. Foto:Johan Ordonez/ AFP
Ações previstas envolvem pesquisa, vigilância, campanhas, controle do mosquito e cuidados médicos. Foto:Johan Ordonez/ AFP

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um plano estratégico de resposta à epidemia de zika que prevê investimentos globais de US$ 56 milhões. Pelos critérios de distribuição dos recursos, o Brasil receberá a maior parte. As ações previstas envolvem vigilância, campanhas, controle do mosquito, cuidados médicos e pesquisa. Outros R$ 500 milhões, de um fundo planejado para o ebola, podem ser destinados ao combate da emergência internacional causada pelo Aedes aegypti.

O principal objetivo do plano, segundo a OMS, é “investigar e dar respostas sobre a relação entre zika e microcefalia e outras complicações neurológicas”. Segundo a diretora-geral da entidade Margaret Chan, embora a zika fosse antes considerada uma doença branda, a situação hoje é “dramaticamente” diferente. “Possíveis ligações com complicações neurológicas e malformações congênitas mudaram rapidamente o perfil de risco.”

A partir da próxima semana autoridades sanitárias de vários países, incluindo os Estados Unidos, virão ao país – além da própria Margaret Chan, que desembarca dia 23.

Ontem, o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde apontou um crescimento de 3,9% nos casos notificados de microcefalia. São 5.280, dos quais 39,9% foram notificados em 2016. Do total, 508 já tiveram confirmação de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, sugestivos de infecção congênita, e 3,9 mil permanecem como suspeitos.

O ministério pela primeira vez fez a divulgação sem especificar o diagnóstico laboratorial de zika, justificando que os dados não representam adequadamente o número de casos observados. O órgão garante que considera que houve infecção pelo vírus zika na maior parte das mães que tiveram bebês, cujo diagnóstico final foi de microcefalia e/ou alterações do Sistema Nervoso Central. Atualmente, são 108 óbitos em investigação.

Punição
Em meio ao cenário, o deputado Anderson Ferreira (PR-PE) apresentou à Câmara um projeto de lei que inclui no Código Penal Brasileiro punição mais severa para a prática do aborto quando realizada em casos da malformação. Pela proposta, a pena para aborto em razão de microcefalia ou anomalia do feto pode chegar a 15 anos de prisão. Hoje, o máximo são dez anos. (Agência Estado)

Saiba mais

  • 3.935 casos suspeitos em investigação
  • 60,1% dos casos (3.174) foram notificados em 2015
  • 39,9% dos casos (2.106) foram notificados no ano de 2016
  • 508 casos confirmados
  • 837 casos descartados
  • 203 municípios com casos confirmados

Microcefalia no Brasil

  • 13 unidades da federação com casos confirmados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
  • 5.280 casos suspeitos de microcefalia foram registrados desde o início das investigações em 22 de outubro de 2015 até 13 de fevereiro de 2016

Óbitos

  • 108 óbitos notificados por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto).
  • 27 foram investigados e confirmados
  • 70 continuam em investigação
  • 11 já foram descartados

Fontes: Sociedade Brasileira de Reumatologia, Secretaria Estadual de Saúde (SES) e Ministério da Saúde (MS)
Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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