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Palácio de Henry VIII no R.Unido celebra primeira missa católica em 450 anos

Londres, 9 fev (EFE).- A capela real de Hampton Court, o palácio do monarca inglês Henry VIII ao sul de Londres, celebrou nesta terça-feira pela primeira vez em 450 anos uma cerimônia litúrgica segundo o rito latino da Igreja Católica.

O cardeal Vincent Nichols, arcebispo de Westminster e líder da Igreja Católica na Inglaterra e Gales, oficiou uma cerimônia inédita desde o cisma anglicano, a emancipação britânica da Igreja Católica no século XVI.

O singular serviço, na capela do rei que rompeu com Roma para obter a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão, foi assistido pelo bispo anglicano de Londres, Richard Chartres.

A cerimônia foi dedicada a São João Batista, o santo ao qual estava destinada a capela original, e em cujo local foi construído há cinco séculos o opulento palácio de Henry VIII, projetado pelo cardeal Thomas Wolsey.

O ato foi organizado pelas fundações britânicas Genesis Foundation e The Choral Foundation, dedicadas a conservar o patrimônio e a herança britânica.

Antes da celebração litúrgica, o cardeal Nichols e o bispo Chartres tiveram um diálogo no Grande Salão do palácio em que falaram sobre as relações entre “a fé e a coroa”.

“O diálogo ecumênico é muito necessário nestes tempos convulsos. Precisamos reconhecer que os aspectos que nos unem são mais do que aqueles que nos separam”, afirmou John Studzinski, presidente da fundação Genesis, em comunicado.

“Por esse motivo estamos encantados de fazer com que que as igrejas católica e anglicana embarquem em um diálogo em um lugar com uma história tão exuberante”, disse Studzinski, para quem a ocasião ficará guardada “nos livros de história”.

Os elementos musicais da cerimônia estiveram sob a responsabilidade do diretor britânico Harry Christophers e os conjuntos “The Sixteen” e “Genesis Sixteen”.

O repertório das orquestras homenageou a história religiosa da capela real de Hampton Court com peças como “Magnificat”, do compositor inglês Thomas Tallis (1505-1585) e “Salve Regina”, de William Cornysh (1465-1523).

Fonte: Bol.com.br

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