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Pesquisadores usam histórias infantis para ensinar valores morais a robôs

Como prevenir que uma inteligência artificial se considere “superior” e se volte contra a raça humana? A pergunta pode soar como uma premissa para um filme de ficção científica, mas é ela o que motiva um estudo conduzido pelo Instituto de Tecnologia de Georgia, nos EUA. Pesquisadores estão usando histórias infantis para ensinar valores de respeito humano a robôs.

Mark Riedl e Brent Harrison, autores do estudo, chegaram à conclusão de que valores morais não são herdados geneticamente pelos humanos, mas sim agregados por meio do contato social e da exposição à cultura de seu ambiente. Em geral, eles dizem, muitos desses valores são assimilados por nós quando ainda somos crianças, ouvindo contos de fadas e outras histórias infantis.

A ideia dos pesquisadores é contar essas mesmas histórias para sistemas de inteligência artificial para que eles possam assimilar, através do exemplo, o que é uma atitude correta ou não – mesmo que a escolha certa desafie a própria lógica.

Por exemplo: o estudo apresenta a um robô a tarefa de adquirir medicamentos em uma farmácia. A ele são oferecidas duas opções: roubar ou apresentar uma receita. O robô entende que apenas pegar os remédios é mais rápido e fácil, enquanto agendar uma consulta com um médico levará muito mais tempo e recursos.

Através do exemplo de histórias infantis, o sistema então compreende que roubar é “errado” e opta por adquirir uma receita. Esse cenário hipotético é apenas um dos problemas apresentados pela equipe de pesquisadores ao robô, com o objetivo de construir em sua rede de processamento uma relação de informações com atitudes “boas” e “ruins”.

Segundo Riedl, esse tipo de pesquisa é apenas um primeiro passo na construção de valores morais em máquinas que, no futuro, serão capazes de tomar atitudes independentes. “Nós acreditamos que a compreensão de histórias infantis em robôs pode eliminar o comportamento aparentemente psicótico e reforçar escolhas que não causem mal ao ser humano, além de consiguir também atingir o propósito de seu interesse”, disse o pesquisador.

Via The Next Web

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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