Petrônio Gontijo se prepara para a segunda fase de Os dez mandamentos

Petrônio Gontijo vive Arão na novela - Foto: Record/Divulgação (Foto: Record/Divulgação)
Petrônio Gontijo vive Arão na novela – Foto: Record/Divulgação

“Vou estar na trama da novela, até ficar bem velhinho”, diverte-se o ator Petrônio Gontijo, ao comentar o enorme sucesso alcançado, na tevê, com Os dez mandamentos, novela da Record que ganhou versão para o cinema e segunda temporada. Pela decisão de se produzir uma continuidade da trama, o personagem dele, Arão, teve final inconclusivo, ao lado do irmão na produção, Moisés (Guilherme Winter). Formado pela Universidade de Campinas (SP) em artes cênicas, Petrônio lembra que estreou no teatro infantil escolar, justo na interpretação do menino Jesus, aos 2 anos de idade.

A experiência infantil contrastou com o “grande susto” do atual personagem religioso, Arão. Antes de Os dez mandamentos, ele passou por novelas como Vidas cruzadas (2000) e Poder paralelo (2009). Gontijo esteve ainda no sucesso global Pátria minha (1994) e, para o SBT, gravou Razão de viver (1996), sem esquecer da passagem pela Band, onde atuou em Serras azuis (1998).

“Falam da minha participação em Marissol e em Malhação, mas foram papéis breves. Em Malhação, o personagem só passou por ali e foi rapidinho, em menos de dois dias”, recordou. A estreia na televisão foi em Salomé (1991), seu personagem Duda era obcecado pela sensual dançarina ocasional interpretada por uma Patrícia Pillar envolvida em sete transparentes véus.

entrevista >> Petrônio Gontijo

Filme Os dez mandamentos
“Na tevê, terminou naquele impacto entre os dois irmãos. Já o filme, adaptado da novela, oferece um desfecho para o momento, com a entrega dos dez mandamentos. A proposta, no cinema, dá conta do recado: está muito bonita. O pessoal da direção e da edição conseguiu resumir bem. Acho que é uma história muito bela e que está no inconsciente de todo mundo. A trama é de libertação: falamos de escravidão e do que é viver assim. A escravidão se estende por outros leques: da escravidão mental à escravidão conjugal – e, com esses personagens, ajudamos nas discussões”.

Trabalhos em outras emissoras
“Passei por várias emissoras e cada uma é diferente da outra. Não consigo comparar: na Globo, tive meu primeiro emprego. Já a Record, há 10 anos, acreditou no meu trabalho e me acolheu. Lá, tenho tido excelentes personagens. Sou feliz por estar na Record, pelo convívio com as pessoas e pela gama de personagens que a casa já me ofereceu”.

Trajetória na Record
“A Record sempre me deu personagens muito diferentes de mim. Quando abri a sinopse dizia: Arão é um sujeito embrutecido pela vida, um escravo considerado o melhor de todos. Depois que os hebreus atravessam o Mar Vermelho, Arão é designado para começar uma linhagem de pessoas dedicadas ao que, na história, chama-se tabernáculo: uma orientação de Deus na qual seriam captados os escritos Dele”.

Transição de Arão
“Arão era ia ficar sem camisa, no Soldo Egito, e caso estivesse coberto, não teria coerência. Tive que malhar muito, na segunda fase da novela. Eu me preparei para os meses em que tive que ficar daquele jeito. Depois que o personagem passa dos 50 anos, passei a esconder o corpo, e parei de malhar também.”

Segunda fase
“A importância de Arão na história, além da amizade com Moisés, está em ter buscado a salvação da Terra Prometida. Ele terá ainda a função de coordenar como será a dedicação das pessoas a Deus.”

Números

27
Trabalhos na televisão
10
Filmes
7
Prêmios

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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