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Renuncia diretor de polícia da Colômbia investigado em rede de prostituição

Bogotá, 17 fev (EFE).- O diretor da polícia da Colômbia, general Rodolfo Palomino, anunciou nesta quarta-feira sua renúncia depois de ontem o procurador-geral, Alejandro Ordóñez, abrir uma investigação pela “criação de uma suposta rede de prostituição masculina” dentro da instituição.

“Tomei a decisão, no seio do meu lar, junto do corpo de generais e pelo país, de pedir ao senhor presidente que me libere do cargo de diretor-geral da Polícia Nacional”, afirmou Palomino em uma declaração à imprensa.

O agora ex-diretor da polícia, que compareceu rodeado pelo corpo de generais do país e acompanhado de sua esposa Eva, disse que após 38 anos na instituição se retira convencido de sua “absoluta inocência” diante das acusações.

“Assim como a promotoria esteve investigando e não encontrou até o momento elementos para me vincular, tenho certeza que a procuradoria também não encontrará”, afirmou Palomino.

O procurador-geral explicou ontem que “arrecadaram diferentes provas, produtos de visitas e testemunhos” que envolveriam Palomino neste escândalo, e também “certos membros do Congresso da República em cumplicidade com alguns oficiais da Polícia Nacional”.

“De acordo com a Procuradoria geral, os fatos informados à promotoria, têm relevância no âmbito penal, pois estas condutas poderiam envolver diversos delitos como prostituição, indução à prostituição e tráfico humano por membros da polícia”, destacou Ordóñez.

Ordóñez apontou, além disso, que também estaria envolvido pelo menos “um senador da República que atualmente desempenha em um alto cargo no governo”.

Após estas declarações e a publicação de um comprometedor vídeo pela emissora de rádio “La FM” em que aparecia tendo uma conversa de alto conteúdo sexual com um capitão da polícia, o vice-ministro colombiano de Interior para as Relações Políticas, Carlos Ferro, renunciou.

A saída de Ferro elevou o escândalo e pôs Palomino na mira, que hoje disse que não pode permitir que sua “transparência e honra sejam colocadas em dúvida”.

“Dizer ao senhor procurador que investigue, que estou absolutamente certo que minha honra estará plenamente demonstrada e que esta polícia é uma instituição que a cada dia é mais forte para a tranquilidade e o serviço à pátria”, assegurou.

Para Palomino as acusações contra ele são uma “campanha contra a instituição que teve a intenção de polarizar o país e desvertebrar o corpo de generais”.

Palomino esteve durante dois anos e meio no cargo, e nesse tempo foi várias vezes o funcionário mais bem avaliado pela população, indicaram diferentes pesquisas.

Fonte: Bol.com.br

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