Retorna à Amazônia indígena ferida em suposto ataque de grupo em isolamento

Quito, 13 fev (EFE).- Uma indígena waorani que ficou ferida em um ataque supostamente realizado por grupos em isolamento, ocorrido em um setor do Parque Nacional Yasuní, retornou neste sábado a sua comunidade na Amazônia equatoriana, informou a Promotoria Geral do Estado.

“Luciana Ñ., mulher waorani que sofreu ferimentos graves após um ataque com lanças, retorno hoje a seu povoado de Baameno, na Amazônia equatoriana”, publicou a Promotoria em sua conta no Twitter.

O órgão acrescentou que Caiga Baihua, marido da mulher, morreu no ataque, que aconteceu no dia 25 de janeiro, aparentemente enquanto navegavam de canoa pelo rio Shiripuno entre Baameno e Shiripuno.

Segundo a Promotoria, a mulher waorani foi resgatada e levada de helicóptero a um hospital na província de Orellana, onde conseguiram estabilizá-la, para levá-la para outro hospital público de Quito “para garantir sua recuperação, através dos serviços especializados”.

A Promotoria afirmou em janeiro que, segundo versões de indígenas waorani, o corpo do homem foi levado por seus familiares a sua comunidade, Boanamo

No dia 2 de fevereiro, coletivos de ecologistas e advogados disseram que buscam a intervenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para evitar que a morte de Caiga Baihua e os ferimentos causados a Luciana Ñ., supostamente por aborígines não contatados, possa derivar em uma vingança.

Assim informou Ramiro Ávila, advogado do grupo Yasunidos, em entrevista coletiva, ao comentar que no dia 27 de janeiro enviaram à CIDH informação sobre o mencionado ataque a indígenas.

“Esperamos que a Comissão Interamericana se pronuncie e mande ao Estado, ordene ao Estado, tomar todas as medidas efetivas para prevenir outro possível massacre”, disse Ávila.

O advogado lembrou que em 2013, após a morte de dois waoranis, supostamente por indígenas não contatados, os primeiros se armaram, entraram na floresta e supostamente mataram membros da etnia taromenane, em isolamento.

“Agora poderia acontecer algo parecido se não se prevenir isto”, declarou Ávila.

Fonte: Bol.com.br

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