Sarkozy depõe na Justiça francesa por escândalo financeiro em campanha

Paris, 16 fev (EFE).- O ex-presidente da França e atual líder da oposição, Nicolas Sarkozy, chegou nesta terça-feira a um tribunal de Paris para depor perante os juízes de instrução por irregularidades no financiamento de sua campanha para as eleições presidenciais de 2012.

As emissoras francesas mostraram imagens de Sarkozy dentro de um carro antes de prestar contas à Justiça pelo chamado “caso Bygmalion”, escândalo que deve seu nome a uma empresa que emitiu faturas falsas no valor de 18,5 milhões de euros para que a União por um Movimento Popular (UMP) assumisse despesas que na verdade correspondiam à campanha.

Sarkozy pode ser indiciado por sua suposta participação no esquema ou ser convocado como “testemunha assistida”, uma figura jurídica no meio caminho entre a acusação e a testemunha comum.

Os juízes da seção financeira do Tribunal de Grande Instância de Paris tentam agora esclarecer o papel que o líder da oposição pode ter tido na elaboração das faturas falsas, que correram a cargo da agência de comunicação Bygmalion.

Essas faturas serviram, segundo os investigadores, para pagar atos da campanha de Sarkozy, mas sem aparecer como tais com o objetivo que não se superasse o limite legal de despesa de 22,5 milhões de euros.

Por enquanto há 13 indiciados neste caso, entre eles os dirigentes da Bygmalion, mas também vários do partido do antigo chefe do Estado, concretamente o ex-diretor-geral Eric Cesari e os dois responsáveis pela campanha, Guillaume Lambert e Jérôme Lavrilleux, que reconheceu sua participação no esquema.

Este último assegurou em entrevista em outubro do ano passado que Sarkozy sabia das irregularidades do financiamento de sua campanha para as eleições presidenciais de 2012 e que “toda a cadeia de comando” estava ciente.

No último dia 8 de fevereiro, o então chefe do partido de direita – agora rebatizado como Republicanos -, Jean-François Copé, também depôs perante os juízes de instrução e foi declarado “testemunha assistida”, o que significa que não foram encontradas provas que permitam indiciá-lo por algum crime.

Fonte: Bol.com.br

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