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Servidores do Fórum de Maceió relatam tremores: ‘Cadeiras se mexeram’

Após vistoria, superintendente do Fórum garante que prédio localizado no Barro Duro não foi afetado

 

Servidores que trabalham no 2º andar do Fórum da Capital relataram à Gazetaweb o “tremor” que teria arrastado cadeiras no prédio situado no Barro Duro, em Maceió, no início da tarde dessa terça-feira (23).

Funcionários dizem que, durante o tremor, registrado por volta das 15h, uma estante que armazena vários processos chegou a balançar, deixando todos os trabalhadores assustados.

Contudo, o superintendente do Fórum de Maceió, Juiz Antônio Dórea, da 14ª Vara Cível, explicou que, ao tomar conhecimento do fato, solicitou o setor de engenharia do Tribunal de Justiça (TJ) que uma equipe de técnicos fizesse uma vistoria no local.

Segundo Dórea, dois engenheiros e um técnico especialista em “movimentação” realizaram uma inspeção no local e nada foi constatado. Eles afirmaram que a estrutura do prédio não foi afetada e que a última grande reforma feito no local reforçou os pilares, acrescentando vigas de ferro à estrutura original, de modo que o lugar não corre risco de desabamento.

“Quando houve o primeiro abalo, ocasião em que o prédio precisou ser interditado, nós juízes acompanhamos de perto a reforma. Vimos o trabalho para reforçar a estrutura. E se algo tivesse acontecido ontem, não exitaríamos em interditar o local, até porque o trabalho aqui é diário. Não colocaríamos a vida dos servidores em risco, além da minha própria vida, pois, também estou aqui diariamente”, destacou o Juiz Antônio Dórea.

Ainda segundo o magistrado, os engenheiros percorreram toda a região e também ouviram relatos dando conta de que os tremores também foram sentidos em algumas casas, razão pela qual o fenômeno pode ter sido decorrente do tremor sentido em Caruaru (PE).

Por fim, o superintendente do Fórum da Capital ressaltou que, em 2008, um engenheiro pernambucano foi convocado para avaliar a estrutura do prédio que abriga o Fórum, com o profissional também tendo descartado quaisquer riscos. Contudo, ainda de acordo com o juiz, o Tribunal de Justiça já elabora novo projeto de reforma e ampliação, que, segundo ele, vai proporcionar ainda mais conforto aos que frequentam o local.

 

Por Rafael Maynart e Pedro Ferro

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