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Seul adverte que foguete lançado por Pyongyang é mais potente que anteriores

A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, disse que disparo do foguete  viola várias resoluções das Nações Unidas, supõe um novo desafio para a comunidade internacional. Foto: YONHAP/AFP YONHAP
A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, disse que disparo do foguete viola várias resoluções das Nações Unidas, supõe um novo desafio para a comunidade internacional. Foto: YONHAP/AFP YONHAP

Autoridades da defesa da Coreia do Sul advertiram neste terça-feria que o foguete norte-coreano lançado no domingo parece mais potente que o de 2012, embora afirmaram que Pyongyang ainda está longe de poder alcançar o território dos Estados Unidos.

A afirmação coincide com negociações de alto nível entre Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão para reforçar as sanções no marco da ONU contra o regime comunista norte-coreano.

O foguete, que transportava um satélite de observação terrestre, foi lançado no domingo durante a manhã e alcançou sua órbita dez minutos mais tarde, segundo a televisão oficial norte-coreana.

O disparo, que viola várias resoluções das Nações Unidas, supõe um novo desafio para a comunidade internacional, que ainda não sancionou Pyongyang após seu quarto teste nuclear, realizado em 6 de janeiro.

A comunidade internacional considera que o lançamento – segundo a Coreia do Norte, parte de uma missão espacial – é na realidade um teste de míssil balístico com o objetivo de poder alcançar no futuro o território do Estado Unidos.

Poucas horas depois do lançamento, o departamento de Defesa americano anunciou sua intenção de mobilizar o quanto antes na Coreia do Sul do sistema de defesa anti-mísseis THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), ao qual a China se opõe firmemente.

“Gostaríamos de ver essa mobilização o quanto antes”, disse o porta-voz do Pentágono, Peter Cook.

Segundo um responsável do ministério da Defesa sul-coreano que não quis se identificar, o combate do domingo é similar a Unha-3 laçado em dezembro de 2012, mas seu alcance é de 12.000 quilômetros, frente aos 10.000 do anterior.

Segundo esta fonte, os norte-coreanos não dispõem da tecnologia necessária para transformar um foguete em um míssil balístico intercontinental (ICBM) porque não domina a tecnologia de entrada na atmosfera.

O foguete de três andares conseguiu colocar em órbita um objeto que ainda não foi confirmado que seja um satélite em estado de funcionamento.

A trajetória que continuou este similar à do Unha-3, do qual logo formam encontrados restos do primeiro andar frente às costas ocidentais da Coreia do Sul. Desta vez, segundo o responsável sul-coreano, a Coreia do Norte fez com que o primeiro piso estourasse no voo para evitar deixar rastros.

Frente ao novo desafio, a presidente da Coreia do Sul falou com seu homólogo americano Barack Obama para buscar maneiras de sancionar o Norte. Os chefes de Estados entraram em acordo em “atuar para que o Conselho de Segurança da ONU possa adotar uma resolução com sanções fortes e eficazes”, disse a presidência sul-coreana.

Segundo a agência japonesa Jiji Press, Park teve uma conversação similar com o primeiro-ministro japonês Sjhinzo Abe, que falou por sua vez com Obama.

Desde o teste nuclear de 6 de janeiro está sendo estudado no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução – redigido por Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos – para sancionar o regime comunista, mas não foi possível aprovar pelas reticências da China.

As autoridades de Pequim temem que as sanções provoquem instabilidade no país e levem a milhares de refugiados a sua fronteira e tampouco eles gostam a perspectiva de um possível queda do regime norte-coreano e de uma Coreia unida aliada aos Estados Unidos.

A Coreia do Norte já está submetida a sanções internacionais após seus testes nucleares de 200, 2009 e 2013.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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