Seul promete mais sanções à Coreia do Norte por testes nuclear e de mísseis

Seul, 16 fev (EFE).- A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, prometeu nesta terça-feira aplicar mais sanções à Coreia do Norte por seu teste nuclear e de mísseis, depois que em uma primeira medida de represália Seul fechou o polígono industrial conjunto de Kaesong.

“Com os métodos convencionais e boa vontade é impossível acabar com o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte e só se consegue que fabriquem armas atômicas mais avançadas”, declarou Park em discurso televisionado perante a Assembleia Nacional (parlamento).

A chefe de Estado afirmou que Pyongyang não alcançará o progresso e “só acelerará sua derrubada” se seguir apostando pelas armas nucleares.

Assim, manifestou sua intenção de tomar medidas mais fortes e eficazes para sufocar o país vizinho como represália por seus testes nucleares e de mísseis realizados em janeiro e fevereiro respectivamente.

Após denunciar as ações norte-coreanas no Conselho de Segurança da ONU, Seul tomou na semana passada a drástica medida de fechar o complexo industrial de Kaesong, que era o único projeto que as duas Coreias mantinham em vigor desde a tentativa de reconciliação da década passada.

Um total de 124 empresas sul-coreanas fabricavam produtos aproveitando a barata mão de obra de 54 mil empregados norte-coreanos, que cobravam salários de cerca de US$ 150 por mês.

A presidente denunciou hoje que a maior parte dos salários, pagos em dólares, “provavelmente foram desviados ao Partida dos Trabalhadores, responsável pelo desenvolvimento nuclear e de mísseis” do país.

Park justificou assim o fechamento do complexo industrial no qual as firmas sul-coreanas forneceram desde 2004 cerca de US$ 560 milhões por ano aos operários do Norte, sem que existam dados sobre a porcentagem retida pelo regime dos Kim.

Enquanto isso, as 124 empresas exigiram que seu governo se responsabilize pelas milionárias perdas econômicas causadas pelo fechamento de Kaesong.

Nestes momentos se vive um dos maiores episódios de tensão em meses entre as duas Coreias, à espera que o Conselho de Segurança da ONU decida que sanções impor ao Estado comunista de Kim Jong-un.

Fonte: Bol.com.br

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