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Testemunha diz que motorista de lobista é dono de refinaria

O economista Felipe Diniz afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que Ângelo Tadeu Lauria, que adquiriu uma refinaria defendida no passado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é apenas um “motorista” de um lobista — que repassou 1,3 milhão de francos suíços para uma conta do parlamentar na Suíça em 2011. A afirmação foi prestada em depoimento em inquérito no qual o presidente da Câmara é investigado sob a suspeita de ter recebido dinheiro do operador João Augusto Rezende Henriques em troca da compra, pela Petrobras, de um poço petrolífero na África em que a estatal investiu US$ 66 milhões, mas não encontrou nada.

Como mostrou o Correio em 6 de janeiro, Lauria responde a duas ações judiciais com Henriques em São Paulo. Ele comprou a refinaria de Manguinhos, que pertencia ao advogado Ricardo Magro, em fevereiro de 2014 por meio da empresa Rodopetro. Em janeiro, uma funcionária da empresa disse à reportagem que Lauria ainda trabalhava lá. Ela afirmou que o suposto motorista estava na Rodopetro, em “um galpão dentro da refinaria mesmo”, pois era “uma empresa alocada” lá, e indicou os contatos da secretária do suposto “motorista”. Ontem, pouco mais de um mês depois da reportagem, a funcionária afirmou Lauria não trabalha na refinaria, mas não soube dizer onde ele atuava profissionalmente agora.

Cunha, Lauria, a refinaria e a defesa de Henriques não prestaram esclarecimentos ao Correio. Em depoimento à PGR no inquérito contra Cunha, Felipe Diniz, filho do falecido deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), disse conhecer Lauria por frequentar a casa de Henriques no Rio de Janeiro. “Indagado se conhece a pessoa de Ângelo Lauria, respondeu que o conhece, pois se trata do motorista de João Henriques; que o conheceu na residência de João Henriques”, afirmou ele, perante procuradores da Lava-Jato no edifício da PGR em 20 de outubro passado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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