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Viadutos dão lugar a estacionamentos e núcleos de comércio informal

Elevados da PE-15 viram estacionamento para clientes ou funcionários de empresas. Foto: Peu Ricardo/ DP
Elevados da PE-15 viram estacionamento para clientes ou funcionários de empresas. Foto: Peu Ricardo/ DP

Carros em cima e embaixo dos viadutos. Os espaços vazios deixados pelos três elevados construídos na PE-15, que integram o corredor Norte/Sul, estão sendo usados como estacionamento de clientes das empresas instaladas ao longo da rodovia estadual. Além de carros, os equipamentos também abrigam o comércio informal e até sem-tetos. O uso de viadutos para melhoria do tráfego é cada vez mais questionado por urbanistas, que consideram o equipamento um obstáculo à interação urbana. Os três viadutos previstos para a Avenida Agamenon Magalhães, por exemplo, foram descartados pelo governo do estado em 2012 após forte reação da sociedade civil.

As obras de mobilidade conquistadas na Copa de 2014, no entanto, trouxeram pelo menos três elevados na PE-15 e um na Avenida Caxangá, que integra o corredor Leste/Oeste. Além dos corredores de BRT, o Recife também recebeu um complexo de elevados com a Via Mangue, além de uma alça de acesso à Ponte Estaiada. O destino desses novos equipamentos não foi diferente dos que já existem. Sem urbanização, não demorou muito para eles serem ocupados de forma irregular. Na alça do viaduto no Cabanga, funciona uma espécie de lanchonete. O mais comum, todavia, é encontrar carros.

Um exemplo de aproveitamento dos espaços vazios deixados pelos elevados pode ser conferido na Estrada da Batalha, onde o governo do estado construiu centros de cultura e lazer. Outro que também não foi invadido fica em frente ao Aeroporto dos Guararapes, onde há jardins adotados por uma empresa privada.

Para o arquiteto e urbanista Geraldo Marinho, tudo começa pela concepção de cidade e projeto. Para ele, viaduto deveria ser a última alternativa de construção, porque do ponto de vista de ambiente urbano cria espaços de uso duvidoso. “Viaduto não pode ser a regra, mas a exceção. Embaixo dessas obras a gente acaba criando um vácuo, lugares inseguros. É preciso saber qual atividade vai estar ali, como será a fiscalização, para não virar um convite à desordem”, explicou. Segundo Marinho, uma opção para remediar esses locais seria oferecer serviços públicos nas áreas.

Soluções ainda sem previsão

A Secretaria Estadual das Cidades (Secid) espera resolver a questão da ocupação irregular dos elevados na PE-15 com a urbanização da rodovia, prevista em projeto. A proposta é melhorar os passeios, refazer a ciclovia e os canteiros sob os viadutos. De acordo com a pasta, a implantação do projeto depende da captação de recursos. Por meio de nota, a secretaria afirmou que foi realizado um calçamento com meio-fio sob o elevado no bairro de Ouro Preto, Olinda, com intenção de urbanizar o espaço.

Sobre o viaduto da Caxangá, no corredor Leste/Oeste, a Secid informou que contratou uma empresa projetista para fazer o levantamento do remanescente das obras inacabadas incluindo a urbanização sob o elevado.

Quanto ao comércio informal sob a alça do viaduto do Cabanga, a Secretaria-Executiva de Controle Urbano do Recife informou que realiza constante fiscalização para coibir ocupação irregular nas área públicas. As multas variam de R$ 240 até R$ 5 mil.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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