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Wagner cita ‘ataques sistemáticos’ e diz que Lula sofre ‘caça constante’

Ministro da Casa Civil falou sobre reunião com ex-presidente na última sexta. No sábado, presidente Dilma afirmou que Lula é ‘objeto de grande injustiça’.

 

O ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou nesta segunda-feira (15) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofre “ataques sistemáticos” e é alvo de “caça constante”, ao comentar as denúncias de que o petista teria ocultado a propriedade de um apartamento triplex no litoral de São Paulo e de que a empreiteira OAS, investigada na Operação Lava Jato, teria reformado um sítio em Atibaia (SP) frequentado por ele e por familiares.

Na última sexta (12), Wagner participou de uma reunião entre a presidente Dilma Rousseff e Lula, em um hotel em São Paulo. O encontro, segundo ele, foi positivo e não é uma novidade porque Dilma e o antecessor mantêm relação de amizade.

De acordo com o ministro, eles discutiram na reunião a atual conjuntura política e econômica, além de “todas as outras questões”. Wagner, porém, não citou quem seriam os responsáveis pela “caça” ao ex-presidente.

“[Na reunião entre Dilma e Lula], se falou dos ataques sistemáticos em torno do ex-presidente, porque eu acho que é uma coisa clara: é uma caça a uma liderança nacional. Neste caso, é uma caça constante”, declarou Jaques Wagner nesta segunda.

Perguntado sobre se Lula fez “apelo” a Dilma para que ela passasse a defendê-lo, Wagner respondeu: “isso não é próprio dele”.

No sábado (13), a presidente Dilma participou, no Rio de Janeiro, dos atos do dia de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da zika (associado aos casos de microcefalia em bebês), da dengue e da febre chikungunya. Após a mobilização, Dilma concedeu entrevista à imprensa e, questionada sobre o encontro com Lula, disse que seu principal conselheiro político é“objeto de grande injustiça”.

“Converso sistematicamente com o presidente Lula. Acho que ele está sendo objeto de grande injustiça. Respeito muito a história do presidente Lula e tenho certeza que esse será um processo que será superado porque eu acredito que o pais, a América Latina e o mundo precisam de uma liderança com as características do presidente Lula”, declarou Dilma na ocasião.

Denúncias
Há cerca de duas semanas, o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado enviou ofício à Justiça Federal no qual explicou a necessidade de abrir um novo inquérito da Operação Zelotes para apurar suposto envolvimento de “servidores públicos”, entre os quais Lula, no esquema de suspeita de venda de medidas provisórias investigado na operação.

No final de janeiro, Lula foi intimado a depor em investigação do Ministério Público de São Paulo sobre a transferência de prédios inacabados da Bancoop – cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente – para outras empresas, entre as quais a empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato. O MP-SP apura a suspeita de o ex-presidente Lula ter ocultado ser o dono de um triplex num desses prédios.

No último dia 9, o juiz Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito exclusivo para investigar as reformas do sítio de Atibaia frequentado pelo ex-presidente Lula e sua família. A polícia apura se as obras foram pagas por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.

Em todos os casos, a defesa do ex-presidente Lula nega que ele tenha cometido irregularidades enquanto estava na Presidência ou após ter deixado o Planalto.

G1

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