Alisson diz que segredo para ser titular é não ser goleiro acrobático

Para Alisson, fazer o “feijão com arroz” é o mais importante para se manter como titular da seleção brasileira e do Internacional. Provável titular de Dunga para enfrentar o Uruguai na próxima sexta-feira (25), em Recife, o goleiro afirmou que não gosta de tornar uma defesa que pode ser simples em um movimento “plástico”.

O gaúcho de 23 anos ainda afirmou que a atitude ainda é um reflexo da idolatria que tem por Taffarel, campeão do mundo em 1994 com a seleção e também atual treinador de goleiros da seleção.

“O Taffarel é um goleiro que passava muita segurança, tanto para seus companheiros quanto para a torcida. Porque ele era um goleiro simples.  tenho essa característifca, de simplificar a defesa. Se posso escolher entre dar salto, dar um voo ou fazer uma defesa em pé, eu fico em pé. Eu valorizo bastante pegar a bola firme”, disse Alisson em entrevista  nesta terça-feira (22) na Granja Comary, em Teresópolis. 

Apesar de afirmar que ainda não sabe se será titular, o atleta ainda se colocou à disposição para se transformar em uma das lideranças dentro do elenco, mesmo com apenas 23 anos de idade. Segundo ele, o segredo para passar a ser respeitado e poder ter voz dentro das partidas é manter a regularidade nas apresentações.

“Não tem outra maneira a não ser de jogar bem. O respeito no futebol é adquirido dentro do trabalho em campo. A primeira forma de liderar é manter a qualidade e a regularidade técnica. É o principal fator para ser líder. Eu sempre fui de personalidade forte, sempre cobrei muito os meus defensores, cobro muito da equipe. No Inter foi assim, fui me tornando um líder e, hoje, sou capitão”.

“Se eu tivesse a receita para chegar onde ele chegou, seria ótimo. Vou dar o meu melhor e tentar alcançar o que ele fez pela seleção brasileira”, pontuou.

SONHO OLÍMPICO

O goleiro também admitiu que sonha em poder jogar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Como mostrou o UOL Esporte, ele é um dos cotados para ser um dos três atletas acima de 23 anos convocados para a competição por Dunga. 

“Hoje eu já sou considerado jogador experiente, mas dizer que sou experiente para a Olimpíada… Pode dizer que sim. Mas o melhor é que eu me sinto pronto para jogar na seleção principal e na Olimpíada. Mas essa é uma escolha que cabe ao Dunga. E só ele sabe se vai chamar ou não, o mérito é dele”, afirmou. 

“O Dunga não me falou nada se vou ser convocado, mas vou fazer o meu melhor. Para goleiro, há o desgaste mais em treino do que em jogo, mas se puder jogo a Copa América (em junho) e também a Olimpíada (em agosto)”, finalizou.

Fonte: Bol.com.br

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