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Amigas fazem campanha na internet para ajudar adolescente com câncer

A solidariedade e a amizade estão mobilizando moradores do Povoado Retiro, em Piaçabuçu Litoral Sul de Alagoas.

 

A história da adolescente  Amanda dos Santos Ramos, 11, ficou marcada pela coragem e força. Mesmo com tão pouca idade e descrita pela mãe como uma menina tímida, ela tem conseguido lutar contra um tipo raro de câncer e já resistiu a uma complicada cirurgia de um tumor intracraniano conhecido como Craniofaringioma. 

 

É classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como grau I, caracterizado como tumor de baixo ou incerto potencial de malignização.

Ela descobriu a doença no inicio do ano passado, quando desmaiou na escola. Desde então, ela já passou por vários exames e tratamentos com quimioterapia .

“Eu tenho sido muito forte desde o início. Não deixei a peteca cair! Acho que é Deus quem me dá força”, conta a adolescente.

“Tumores em adolescentes não são frequentes, se comparados a outras faixas etárias. Quando aparecem, é mais comum que sejam originados de células germinativas [células formadas quando a criança ainda está no útero materno]”, explica, uma oncologista clínica do Núcleo Especializado em Oncologia. Esse é o caso do câncer da adolescente

 

Pensando nos efeitos do tratamento e na dificuldade que seus pais se encontram, as amigas Laninha, Jaciara, Manuela, Bruna, juntas com a comunidade e familiares se uniram em busca de ajuda para o tratamento, pedido principalmente fraldas geriátricas  e alimento na perecível. 

 

“A Amanda é uma menina muito especial. Ela tem muitos amigos e quase todos que nos procuram estão oferecendo ajuda”, conta a mãe emocionada. Agora, eles também esperam a solidariedade daqueles que não conhecem a família.

Quem puder dar algum tipo de doação ou suporte para a Amanda, durante o período do tratamento pode entrar em contato no número (82) 99139-0170 e 99177-0568, ou levar para endereço  André Vieira Dantas nº 86 – Brasília em Piaçabuçu .

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Craniofaringioma

Consiste em tumores benignos intracranianos comumente císticos e sólidos. Afeta com maior frequência em crianças, adolescentes e indivíduos com mais de 50 anos de vida.

 

Embora se tratem de tumores benignos, apresentam inclinação ao se aderirem em estruturas circunvizinhas no sistema nervoso central, resultando em comportamento clínica muitas vezes desfavorável, sendo, portanto, classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como grau I, ou seja, tumor de baixo ou incerto potencial de malignização.

 

Não foi elucidada claramente, até o momento, qual a causa do craniofaringioma. Todavia, acredita-se que possam ser oriundo de restos de células escamosas embrionárias da bolsa de Rathke, encontrada no caminho da adenohipófise primitiva e do ducto craniofaríngeo involuído.

 

As manifestações clínicas decorrentes deste tumor dependem da localização do mesmo. Quando este tumor encontra-se comprimindo o talo hipofisário ou circunda a glândula pituitária, pode levar à deficiência parcial ou completa do hormônio produzido por essa glândula, levando, consequentemente, à falha no crescimento, atraso da puberdade, alterações menstruais e do desejo sexual, aumento da sensação de frio, fadiga, constipação, pele ressecada, náuseas, hipotensão e depressão.

 

A presença do craniofaringioma no talo hipotalâmico pode resultar em diabetes insipidus, além de aumentar os níveis de prolactina, ocasionando secreção de leite na ausência de gestação ou período de lactação. Outros sintomas decorrentes deste tipo de tumor são: obesidade, aumento de sono, alterações da temperatura corporal, mudanças de personalidade, dor de cabeça, confusão mental e vômitos.

 

A melhor forma de detectar o craniofaringioma é  por meio da ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Além disso, radiografias também evidenciam a presença destes tumores.

 

A primeira opção de tratamento é a ressecção cirúrgica do tumor, visando descomprimir vias nervosas, além de objetivar recuperar a função hipofisária. Além disso, o tratamento também envolve a radioterapia pós-operatória. O uso da quimioterapia no tratamento deste tumor ainda está sendo investigado.

 

Por Antelmo Leão

Piaçabuçu News

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