(Análise) Visita de Obama a Cuba é cercada de expectativas

HAVANA, 18 MAR (ANSA) – Pela primeira vez em quase 90 anos um presidente norte-americano irá visitar Cuba. No próximo domingo, dia 20, Barack Obama desembarca na ilha após quase dois anos do anúncio do início da normalização das relações bilaterais, no final de 2014. Como era esperado, a visita é cercada de muitas expectativas.   

Especialistas acreditam que a viagem de Obama marcará o início de uma nova era das relações com Havana, após décadas de desentendimentos.   

O desgelo econômico avançou visivelmente nos últimos dias. Obama anunciou, como forma de aliviar o embargo econômico, a autorização para Cuba usar o dólar em suas transações internacionais, o que atrapalhava seu comércio com outros países. Medidas que facilitam a viagem de norte-americanos ao país, ajudando o turismo, maior fonte de renda de Cuba, também estavam no pacote.   

Além disso, nos últimos meses medidas para a retomada do correio e dos voos comerciais foram anunciadas e já estão em andamento.   

Apesar de ter “afrouxado” várias questões econômicas Obama não pode, no entanto, realizar um dos maiores desejos de Havana e levantar o embargo, imposto há mais de 50 anos. É preciso a aprovação do Congresso e, atualmente, o mandatário não conta com a maioria dos parlamentares a seu favor.   

Em diversos discursos, Obama cobrou que os políticos do país levantassem a medida, pois ela “só afeta os cubanos mais pobres”, segundo ele. Muitas pessoas, no entanto, esperam novidades durante a viagem sobre o assunto.   

Recentemente, outra questão espinhosa foi concluída. Obama anunciou, assim como pedem as autoridades cubanas, o fechamento do presídio na base militar de Guantánamo, para onde eram levados suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro. Washington, por sua vez, discorda com o país em questões relacionadas à falta de democracia na ilha e as denúncias de desrespeito aos direitos humanos. O presidente, inclusive, irá se reunir com dissidentes durante sua visita a ilha.   

Esse é um dos maiores entraves nas negociações de normalização das relações bilaterais.   

Fontes da Casa Branca, no entanto, já disseram que Obama não deve debater essas diferenças em seu encontro com o homólogo Raúl Castro.   

Preparações – Neste sábado, o jornal oficial “Granma”, em um feito histórico, anunciou na primeira página a visita de Obama e publicou uma biografia do governante.   

O último presidente dos EUA que visitou Cuba foi John Calvin Coolidge Jr. no final dos anos 1920.   

Está programado em sua agenda um passeio junto a esposa Michelle e as filhas Malia e Sasha por um dos pontos mais turísticos da capital cubana, a “Havana Velha”.   

A Casa Branca já disse que Obama não irá se encontrar com o líder da Revolução Cubana (1959), Fidel Castro. Obama terá, no entanto, a oportunidade de falar em rede nacional com a população cubana. Um momento que foi considerado “histórico” por representantes da Casa Branca. (ANSA)

Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.
Fonte: Bol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *