Após ser solto, ex-jogador de Olaria e ASA diz que alívio “não tem tamanho”

“Agora é só alegria”. Foi assim que Karla Gomes, esposa de Sylvestre, definiu a liberdadeconcedida a seu marido na tarde desta terça-feira, após ficar 20 dias preso, no Complexo Penitenciário de Bangu (Zona Oeste do Rio de Janeiro). O atleta foi acusado de ter roubado um celular em 2013. No entanto, após audiência no Tribunal de Justiça do Rio, o juiz Rudi Baldi decidiu permitir que Sylvestre responda em liberdade pela acusação. O jogador afirmou que o alívio “não tem tamanho”.

– Gigantesco o alívio, não tem tamanho. Só quem passa por essa situação sabe o quão difícil é. Passa muita coisa na cabeça. A gente vem pensando em tudo o que aconteceu. Foram 20 dias difíceis, muitos difíceis mesmo. É complicado para uma pessoa inocente ficar 20 dias presos. Sei que tem muitas pessoas que podem ter passado o mesmo que eu e não tiveram essa oportunidade de mostrar que é inocente – disse o jogador, que já defendeu Olaria, ASA-AL e Juazeirense-BA, mas atualmente está sem clube.

Após a expedição do alvará de soltura, o jogador passou por exame de corpo de delito antes de ser liberado. Sylvestre vai acompanhar o processo em liberdade, mas não pode sair do Rio de Janeiro sem autorização judicial.

Na mesma audiência em que o juiz Rudi Baldi decidiu pela liberdade de Sylvestre, o jovem Erick Santos Barbosa assumiu o crime e foi levado para a delegacia algemado.

Sylvestre alega inocência e garante que tudo não passou de um mal-entendido. O nome do jogador aparecia como proprietário de uma Kombi, utilizada no assalto, mas o jogador alega que já tinha vendido o veículo e que jogava na Bahia na época do crime. O comprador da Kombi, Wallace dos Santos Araújo, confirmou a versão do atleta e revelou em entrevista ao SporTV que foi o próprio sobrinho, Erick, que cometeu em crime, dirigindo o veículo, cuja propriedade não havia sido transferida e ainda estava em nome do atleta.

Outro fato que contribuiu para a prisão de Sylvestre foi a sua identificação inicial pela vítima do crime. Na audiência, a vítima e sua mãe, Alessandra Feitosa, admitiram o engano. Na época, a identificação do autor do crime foi feita através de uma foto 3×4. Outras quatro testemunhas foram ouvidas no TJ-RJ, entre elas Erick, que assumiu o crime, Wallace, para quem Sylvestre vendeu a Kombi, e Roberto Carlos Geral, presidente do Juazeirense, clube que defendia à época do crime.

Fonte – Globo Esporte

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