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Artistas baianos se apresentam para o povo após passeata contra impeachment

Depois da passeata desta quinta-feira contra o impeachment, no centro de Salvador, artistas e pessoas relacionadas a movimentos culturais e sociais fizeram à noite uma apresentação no tradicional Largo de Santana, conhecido como Largo da Dinha, no bairro boêmio do Rio Vermelho.

Por volta das 20h, integrantes da Batucada Anarco Percussiva chegaram com batuques de tambor entoando frases como “Não vai ter golpe”. No local, ponto de encontro de turistas e moradores que curtem a noite da capital baiana, os funcionários dos bares abriram espaços entre as mesas para a passagem do grupo.

O público do bar, grande parte vestida com as cores vermelho e branco, recebeu os músicos e algumas pessoas dançaram junto com os percussionistas. O artista plástico e publicitário Carlínio França disse que este é o segundo movimento dos percussionistas “contra o golpe”.

“Cada dia que passa, entende-se que essa tentativa de impeachment é uma farsa. Então, a rejeição a essa ideia vem crescendo e no Rio Vermelho não poderia ser diferente. Aqui é um bairro tradicional de lutas políticas, de arte, boemia e de participação popular”, disse um dos membros da Batucada Anarco Percussiva.

Entre mesas de bares e no meio da movimentação, o comerciante Freitas Madiba vendia camisetas vermelhas com frases como “Diga não ao golpe” e “Cultura contra o golpe”. Segundo ele, a procura foi significativa.

“Quando você coloca a camisa no corpo está se posicionando politicamente. Precisamos, além desses movimentos, atuar no dia a dia contra os movimentos golpistas. Conseguimos ter posição no meio dessa disputa pela democracia. Defendemos a legitimidade de poder. Dilma está lá porque 54 milhões de pessoas votaram nela. O que chamam de pedalada fiscal não é motivo para impeachment”, afirmou Madiba, integrante de movimentos sociais como a Frente Brasil Popular e o movimento negro.

Quem comprou uma das camisetas foi a enfermeira de São Paulo, Vera Barros, que passa férias na capital baiana.

“Vim para o Rio Vermelho somente para acompanhar a manifestação cultural. Fiquei sabendo pela internet e viemos para cá participar. Somos contra o golpe e no último dia 18 eu estava na Avenida Paulista, protestando. A gente vê uma briga de classes disfarçada de combate à corrupção e isso não pode acontecer”, acrescentou a turista.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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