Batoré fala de sua estreia em “Velho Chico” e revela ingratidão de Carlos Alberto de Nóbrega

Batoré Velho Chico

Batoré descansava com os filhos em uma pousada, em Alagoas, no inicio do ano, quando recebeu um telefonema que mudou a sua vida. Do outro lado da linha estava Luiz Antônio Rocha, produtor de elenco de “Velho Chico”, fazendo o convite para ele estar na novela.

Confira a entrevista concedida ao jornal “Extra”:

— Achei que a ligação fosse um fosse trote! (risos). Luiz Antônio disse que estava me procurando há três semanas, porque Luis Fernando Carvalho (diretor) me queria, e perguntou se eu não tinha o desejo de trabalhar na Globo. Respondi: “não tenho desejo, mas necessidade” — brinca o comediante, de 55 anos, que faz o Delegado na trama.

Com uma trajetória no humor, o pernambucano confessa que tremeu na base por aceitar um personagem sério.

— É uma estrada desconhecida. Minha primeira cena era com Rodrigo Lombardi (Rosa) e Chico Diaz (Belmiro). Rapaz, lascou! — diverte-se o comediante, que também contracenou com Rodrigo Santoro (Afrânio):

— As cenas com ele foram tensas. Mas fiquei calmo porque tinha perdido a virgindade com Lombardi e Diaz (risos). O cara é um monstro. Fiz uma cena em que minha boca ficava a pouca distância da dele. Se não tivesse a sexualidade definida, tinha dado quatro beijos em sua boca (risos).

Brincadeiras à parte, Batoré se surpreendeu consigo:

— Nunca fiz dramaturgia, porque não me via com capacidade. Mas Luiz Fernando tem mais confiança em mim do que eu mesmo. Sem dúvida, eu estou vivendo o momento mais feliz da minha carreira.

Apesar de ter dado conta de um personagem sério, Batoré conta que teve que se segurar para não fazer uma graça.

— Segurei muito a minha língua. Porque o improviso é algo natural em mim. Agora, é no máximo um ar sarcástico — analisa o humorista, que ficou conhecido pelo grande público no programa “A praça é nossa”, do SBT, onde ficou por 11 anos. A saída, há 12, foi um tanto conturbada.

— Em um corte de despesas, Carlos Alberto (de Nóbrega) colocou meu nome na lista. Não achei a atitude correta, eu dava resultado, já havia recebido convites para deixá-lo e não fiz isso por fidelidade e amor a ele, que, inclusive, foi meu padrinho de casamento. Achei covardia — dispara Batoré, que não tem mais contado com Carlos Alberto, mas contemporiza: — Talvez se não tivesse ocorrido esse contratempo, eu não teria a oportunidade de fazer esse trabalho tão diferente e de grande expressão na Globo.


Fonte: Bastidores da TV

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