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Brasil busca empate com Paraguai no fim, mas é apenas 6º nas Eliminatórias

Assunção, 29 mar (EFE).- Pela primeira vez na história se descartados os jogos de estreia, a seleção brasileira encerrou uma rodada de Eliminatórias de Copa do Mundo com grupo único de dez seleções fora da zona de classificação depois de ter empatado com o Paraguai em 2 a 2 nesta terça-feira, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção.

A equipe do técnico Dunga esteve nas cordas e viu o adversário abrir 2 a 0 no placar, com gols de Lezcano e Edgar Benítez. O fracasso foi amenizado nos minutos finais, quando Ricardo Oliveira e Daniel Alves balançaram a rede uma vez cada e buscaram o empate.

Porém, a igualdade não evitou que o Brasil ficasse abaixo dos cinco primeiros lugares, na sexta posição, com nove pontos em seis rodadas. A ‘Albirroja’ também soma nove, e, no saldo de gols, ocupa a sétima colocação.

De quebra, foi mantido um tabu. Os brasileiros não vencem os paraguaios fora de casa desde 1985. Desde então, contando o de hoje, foram quatro jogos, com duas derrotas e dois empates.

O maior vencedor da história das Copas voltará a jogar pela classificatória apenas em 2 de setembro, quando terá a dura missão de visitar o Equador. Já o Paraguai atuará novamente como mandante, desta vez diante do Chile.

Sem Neymar, suspenso, a seleção brasileira atuou com um centroavante de ofício, Ricardo Oliveira. A outra alteração em relação ao empate com o Uruguai em 2 a 2 na última sexta-feira aconteceu na zaga. O criticado David Luiz, que também recebeu o segundo amarelo na Arena Pernambuco, foi substituído por Gil.

No Paraguai, a única alteração em relação ao empate com o Equador em 2 a 2 foi a entrada de Aguilar na lateral direita em lugar de Valdez, que se machucou em Quito.

Ao menos o começo de partida foi animador para a equipe pentacampeã mundial. Aos quatro minutos, Douglas Costa cruzou para a área, Willian dominou, ajeitou para o pé esquerdo e bateu forte, mas por cima do travessão.

O lance, no entanto, foi isolado, e rapidamente o Paraguai demonstrou que seria o dono do primeiro tempo. Aos 12 minutos, Edgar Benítez bateu escanteio e Gómez apareceu livre para cabecear, mas finalizou para fora.

A pressão ia aumentando, e Alisson teve que salvar o Brasil duas vezes. Aos 17, Benítez bateu falta, Ortiz cabeceou com liberdade e o goleiro mergulhou no canto direito para espalmar. Dois minutos depois, Aguilar ajeitou de cabeça, Gómez chutou a queima roupa e o camisa 1 defendeu de maneira espetacular.

Depois de muito tempo de sufoco, a seleção teve um lampejo de bom futebol aos 27. Fernandinho lançou na direita para Willian, que tocou para o meio até Ricardo Oliveira. O camisa 9 bateu com firmeza e carimbou o travessão.

Aos 34, os paraguaios reclamaram bastante pedindo pênalti. Miranda dividiu com Lezcano e levou com o braço, mas o árbitro colombiano Wilmar Roldán deixou o jogo seguir.

O possível pênalti não fez falta para a ‘Albirroja’, que obteve o primeiro aos 40 minutos. Edgar Benítez foi lançado nas costas de Daniel Alves e fez o levantamento na segunda trave até Lezcano, que emendou de primeira. A bola quicou e passou por cima de Alisson para morrer no fundo da rede.

A apatia da equipe visitante continuou depois do intervalo, e aos três minutos os paraguaios marcaram o segundo. Santa Cruz carregou como quis da direita para o meio e tocou para Ortiz, que fez a enfiada. Edgar Benítez se antecipou a Daniel Alves, adiantou e concluiu por baixo do goleiro para ampliar.

A equipe da casa recuou, e o Brasil passou a ficar no ataque por mais tempo, mas sem criatividade alguma. Aos 14 minutos, Willian cruzou e Renato Augusto cabeceou nas mãos de Villar. Dois minutos depois, Douglas Costa fez o chuveirinho, o próprio Renato Augusto resvalou e a sobra ficou com Hulk, que tentou o chute, mas pegou completamente torto e devolveu para o meio da área para a zaga cortar.

A seleção até balançou a rede, aos 17, mas a jogada foi corretamente invalidada. Willian bateu escanteio da direita e Gil cabeceou para o gol, mas cometeu falta em Aguilar com um empurrão.

O nervosismo imperava no time visitante, e isso ficou claro aos 23 minutos. Hulk recebeu de Filipe Luis e rolou para trás até Renato Augusto, que, com espaço na meia-lua, chutou para fora. Dificilmente o meia erraria um chute assim na campanha do Corinthians no título do Campeonato Brasileiro ou mesmo agora, com a camisa do Beijing Guoan.

Na base da insistência e com um futebol um pouco melhor, o Brasil diminuiu aos 33 minutos. Hulk soltou a bomba de longe, o goleiro rebateu e Ricardo Oliveira apareceu para conferir.

A partir daí, o que se viu foi a equipe pentacampeã partindo para cima na base do desespero. Desorganizada, mas com alguma vontade. Aos 39, Hulk encheu o pé de fora da área mais uma vez, mas nesta Villar pegou em dois tempos.

Com algum mérito e beneficiado pela postura ultradefensiva do adversário, o Brasil conseguiu o antes improvável empate. Willian rolou para Daniel Alves na direita da área, o lateral limpou para o pé esquerdo, acertou o cantinho direito e empatou, aos 47.

Ainda houve tempo para um último ataque, aos 48, e a virada não aconteceu por muito pouco. Agora foi Daniel Alves quem bateu de fora. Villar soltou de novo e Filipe Luis tentou de carrinho, mas o goleiro se recuperou e salvou com um tapinha. Jonas ainda insistiu, mas a bola saiu, e o árbitro apitou o final da partida.

Ficha técnica:.

Paraguai: Villar; Aguilar, Da Silva, Gómez e Samudio; Ortigoza, Ortiz (Santana) e Edgar Benítez; González, Lezcano (Iturbe) e Jorge Benítez (Santa Cruz). Técnico: Ramón Díaz.

Brasil: Alisson; Daniel Alves, Gil, Miranda e Filipe Luis; Luiz Gustavo (Lucas Lima), Fernandinho (Hulk) e Renato Augusto; Willian, Douglas Costa e Ricardo Oliveira (Jonas). Técnico: Dunga.

Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia), auxiliado pelos compatriotas Alexander Guzmán e Cristian de la Cruz.

Cartões amarelos: Gómez, Samudio e Vilar (Paraguai); Miranda (Brasil).

Gols: Lezcano e Edgar Benítez (Paraguai); Ricardo Oliveira e Daniel Alves (Brasil).

Estádio: Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai).

Fonte: Bol.com.br

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