Carlos Alberto de Nóbrega participa do Tá No Ar

Com 80 anos de vida recém completados, Carlos Alberto de Nóbrega tem a memória aguçada como poucos. Comandante do humorístico A Praça é Nossa, exibido no SBT, ele já trabalhou na Globo por 11 anos, como diretor de Os Trapalhões.  Em 12 de dezembro de 1986, encontrou Silvio Santos, que lhe fez uma proposta de emprego. Em 29 de abril de 1987, assinou o contrato. No dia 7 de maio daquele ano, A Praça é Nossa estreou e segue até hoje no ar. 

“Fiz 60 anos de carreira em 2014. E, no ano que vem, o programa faz 30 anos de SBT”, diz Nóbrega orgulhoso ao jornal O Globo. 

Aposentadoria é algo que passa longe de seus planos.

“Eu não me sinto com 80 anos. Faço exercícios, leio, escrevo. Acho que ainda tenho uns cinco, seis anos pela frente. Quero morrer trabalhando. Não caído no banco da praça, mas em atividade”, diz ele ao jornal.

Contudo, o passar dos anos é algo que preocupada bastante o comediante. Ele gosta de acordar cedo e vai à academia três vezes por semana. Quando não está em São Paulo, está no sítio em Sorocaba, no interior do estado, entre vacas, galinhas, gansos e marrecos.

Casado com Andréa de Nóbrega, ex-participante do reality Mulheres Ricas, da Band, toda terça-feira, ele bate ponto no SBT, onde grava o humorístico, exibido às quintas, às 23h. A fórmula continua a mesma desde o início. E não há mudanças previstas.

“Não sei mais se o SBT é minha primeira ou segunda casa. A Praça é um programa tranquilo, barato. Ele é todo vendido. Não me cobram audiência. Quando dá 11, 12 pontos, me ligam, mandam bombons. Eu tenho liberdade total, só não posso mexer no horário. A gente faz brincadeira sem agredir. Eu tenho medo de magoar o público que sempre gostou do meu pai, que me viu começar a a carreira. Meu pai sempre me disse para não falar mal dos outros. Prefiro que a pessoa não dê risada, mas não mude de canal por constrangimento porque o filho está do lado. Nosso público é das classes C e D, gente que trabalha muito, que chega em casa e quer se divertir, não quer ficar pensando na piada. A Praça não tem segredo”. 

Mesmo assim, ele acha que o “politicamente correto” acabou com a liberdade do humor na televisão. 

“O politicamente correto é idiota. Outro dia, eu iria fazer um piada com imposto de renda, aí um dos diretores ligou e disse que era melhor eu não mexer com isso. E assim foi feito. Se não dá para servir caviar, sirva um feijão com arroz bem feito”.

Antenado com os programas de humor da TV atual, Nóbrega também é admirado pela nova geração do humor, e não por acaso  fará uma participação especialíssima no Tá no ar: A TV na TV, previsto para o dia 5 de abril. Durante as gravações, deu até entrevista para o Vídeo Show.

“Eu sabia que o SBT me liberaria. Além de mim, só a Hebe, que foi ao Domingão do Faustão. Mas meus amigos, o Walter Clark, o Boni, todos já saíram. Então fiquei tenso, nervoso. Estava muito emocionado. Tenho uma admiração enorme pela casa”. 

Apesar da participação no programa da Globo, Nóbrega não pensa em deixar o SBT.

“Só se o Silvio morrer e quiserem que eu saia”.

Fonte: OFuxico.com.br
Matéria Originalmente postada pelo site O Fuxico

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *