Casamento grego 2 abusa de clichês, estereótipos e piadas infames

Família reunida em Casamento grego 2. Foto: Universal Pictures/divulgação
Família reunida em Casamento grego 2. Foto: Universal Pictures/divulgação
É pavê ou “pacumê”? Se você gosta desse tipo de anedota, tem boas chances de esboçar um sorriso ou até, quem sabe, dar uma risada ao assistir Casamento grego 2. Contudo, se exige um pouco mais das comédias românticas, é bom passar longe da continuação do longa-metragem lançado há 13 anos, e dirigido por Kirk Jones. O filme traz o elenco original para narrar o drama de Toula (Nia Vardalos) e Ian (John Corbett) na tentativa de compreender a filha adolescente, Paris (Elena Kampouris). O problema doméstico, no entanto, passa para segundo plano quando o casal descobre que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, por falta da assinatura de um padre. Diante da falta de dinheiro para realizar a festa, os Portokalos unem esforços para viabilizar, eles próprios, o matrimônio. 

Sem pena de abusar de clichês e estereótipos, o roteiro carrega a mão na personificação dos descendentes do povo grego, trazendo à tona questões como o exagero no orgulho das próprias origens e as tendências separatistas e preconceituosas. O filme mais parece uma sitcom norte-americana de baixo orçamento, a não ser pela ausência de risadas pré-gravadas a cada cena supostamente engraçada. Tramas secundárias, como a adolescente que tem vergonha da própria família (com toda a razão) e a revelação da homossexualidade de um personagem, são muito pouco exploradas, sem aprofundamento algum. Na maior parte do tempo, o longa-metragem gira em círculos, mostrando variações de uma mesma cena, como alguém que repete e explica uma piada na tentativa de se tornar risível. 

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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