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Chefs divergem sobre abate de ovelha feito por Rodrigo Hilbert na TV

“Essa geração que não entende que os animais devem ser sacrificados para podermos nos alimentar foi completamente desconectada do instinto de sobrevivência. Comer é sobrevivência pura”, diz Ivan Achcar, chef e jurado do programa “Cozinheiros em Ação”, do GNT. 

A frase é resposta à polêmica causada pelo apresentador Rodrigo Hilbert, que sacrificou um filhote de ovelha, tirou sua pele, limpou o animal e depois ensinou os espectadores a fazerem um churrasco na estreia da sétima temporada do programa “Tempero de Família”, exibido pelo mesmo canal. 

Na internet, muitas pessoas foram contra os atos do apresentador, que pediu desculpas nas redes sociais, explicando que objetivo do episódio era registrar o dia a dia dos produtores e chamar a atenção das pessoas para entenderem de onde vêm os alimentos que consomem. O GNT decidiu editar o episódio e não exibir as cenas de abate nas reprises do episódio. 

Na opinião de Achcar, Rodrigo não fez nada de errado. “Ele tem todo o respeito pela ovelha, por isso a pegou no colo e sacrificou cortando a jugular. É o jeito certo: em poucos segundos o animal não tem mais consciência”, diz. O chef explica que os animais que são maltratados e ficam confinados em locais pequenos são a consequência de quem prefere achar que a carne já nasce na bandeja do mercado. Para ele, essas pessoas se afastaram da cadeia alimentar e deixaram a responsabilidade na mão de uma minoria que só pensa no lucro. 

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Reverência ou repulsa
Para os defensores da causa dos animais, no entanto, as cenas do “Tempero de Família” não foram nada respeitosas. “Acho brutal, violento e primitivo o Rodrigo Hilbert fazer isso”, afirma o chef Thiago Medeiros, da rede de produtos naturais S Simplesmente. 

No entanto, Medeiros acredita que a repercussão do caso é positiva e pode dar atenção à causa vegetariana. “Nem sempre as pessoas fazem a linha de raciocínio de como a carne chega no prato deles. Com a polêmica, é possível um debate para entenderem que não é preciso matar nenhum animal para se alimentar”, explica. “Elas se proíbem de pensar para não saber. Acho triste que as pessoas não pensem justamente para não passar por um processo de mudança de hábito. 

Achcar argumenta, por sua vez, que sacrificar é reverenciar e agradecer a vida daquele ser que morreu para alguém comer. “A carne do supermercado é que não tem respeito ou reverência alguma”, diz. “Quem não quer ver a morte do animal, não o respeita, prefere comprar o filé mignon e esquece das outras partes de um bicho que morreu para alimentar a gente”, argumenta.

Fonte: Bol.com.br

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