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Chile confirma primeiro caso de zika autóctone, transmitido sexualmente

O ministério da Saúde do Chile confirmou neste sábado o primeiro caso do vírus zika no Chile transmitido sexualmente – única forma de transmissão do vírus na parte continental do país, devido à ausência do mosquito.

“Uma mulher de 46 anos, parceira de um homem infectado com zika no Haiti” é a pessoa em quem foi detectado o vírus.

As autoridades ressaltaram que “este é o primeiro caso documentado de vírus da zika por transmissão sexual no Chile continental, onde não há presença do mosquito Aedes Aegypti, que transmite a doença”.

“Até agora, temos confirmado 10 casos de zika em pessoas que contraíram o vírus no exterior e foram notificados no país, oito deles em 2016”, disse o comunicado do ministério.

No início de março, o Chile relatou o primeiro caso importado de infecção pelo vírus da zika em uma mulher grávida, cujo filho nasceu há três semanas “clinicamente saudável”.

Embora o mosquito transmissor da dengue e da chikungunya não esteja presente no Chile continental, o aedes existe na Ilha de Páscoa (oceano Pacífico).

Não há registro de casos de zika autóctones. Em 2014, foram notificados 173 contágios, mas nenhum caso de má-formação em fetos se apresentou.

O surto de zika e sua potencial associação com má-formações congênitas levou a OMS a declarar uma emergência global. A transmissão local do vírus já foi registrada na maioria dos países da América Latina e do Caribe.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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