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Chocolate é sinônimo de saúde, mas exige moderação; veja os cuidados

A especialista também sugere aos admiradores do doce que evitem o chocolate branco. Foto: Daniel Briand/Divulgação.
A especialista também sugere aos admiradores do doce que evitem o chocolate branco. Foto: Daniel Briand/Divulgação.

A Páscoa traz satisfação dobrada para a maioria das pessoas. Além do feriado prolongado, a data ainda costuma chegar com a companhia de muitos chocolates. Saborosos, eles fazem a alegria de crianças e adultos, mas, mesmo em período de comemoração, é preciso consumi-lo com sabedoria e de forma moderada.

Segundo a nutróloga Cristiane Molon, o chocolate é um alimento funcional, rico em antioxidantes, minerais e flavonoides, substâncias estas essenciais ao organismo. No entanto, para oferecer todos esses benefícios, o produto deve ter, pelo menos, 50% de cacau na composição. “Essa concentração indica que seu índice glicêmico não é alto. Outra vantagem é que ele ajuda na saciedade. A quantidade ideal de chocolate que pode ser consumida por dia é de 30 gramas”, explica.

A especialista também sugere aos admiradores do doce que evitem o chocolate branco. Produzida, basicamente, com manteiga de cacau, açúcar e gordura, a versão não possui valor nutricional já que o cacau aparece em quantidades mínimas.

Além de saboroso, esse ingrediente essencial contém diversas substâncias benéficas, como minerais, vitamina C, ômega 6 e polifenois, poderosos compostos bioativos com propriedades neurotransmissoras, de rejuvenescimento e de redução do apetite e da pressão sanguínea. Conforme a nutróloga, pequenas porções de chocolate, principalmente, o amargo, aumentam a quantidade de serotonina, contribuindo para a sensação de bem-estar.

Aos diabéticos e intolerantes à lactose, uma boa alternativa para aproveitar a Páscoa sem prejuízos à saúde é aderir ao chocolate de alfarroba. “É uma vagem comestível com baixo teor de gordura e rica em vitaminas do complexo B e vitamina E”, comenta Cristiane Molon.

Ela também destaca que as frutas secas, como damasco, ameixa e tâmara, não opções interessantes aos que pretendem evitar o consumo exagerado de chocolate em qualquer época do ano. Conforme a nutróloga, consumi-lo em grandes quantidades regularmente pode levar ao excesso de peso e, por consequência, a doenças crônicas como diabetes e dislipidemias, ou seja, aumento do colesterol e triglicerídeos.

Benefícios do chocolate amargo
– Promove um fluxo maior de sangue no coração;
– A teobromina, substância presente no cacau, tem efeito semelhante à cafeína e estimula a circulação sanguínea e o desempenho cerebral;
– Tem alta concentração de antioxidantes, o que auxilia no combate aos radicais livres, retardando o envelhecimento precoce;
– Além de conter menos gorduras e açúcares, o chocolate amargo tem 70% de cacau, sendo uma importante fonte de flavonóides, compostos antioxidantes que aumentam a concentração de HDL, o colesterol bom, e reduzem o colesterol ruim.

Diferenças entre os chocolates
– Chocolate branco – não tem cacau e possui mais açúcar e gordura na composição.
– Chocolate ao leite – é o mais comum, tem pouca quantidade de cacau, sendo mais concentrado em leite e açúcar.
– Chocolate meio amargo – é o que tem entre 40% e 55% de cacau. Além disso, possui pouca quantidade de manteiga de cacau e açúcar.
– Chocolate negro ou amargo – é o que tem mais cacau, entre 60% e 85%, e menos açúcar e gordura.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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