Últimas

Cientistas criam esponja de polímero para tratar lesões da coluna

Um grupo de pesquisadores da Mayo Clinic anunciou nessa semana o desenvolvimento de um material polimérico que pode ser usado para tratar lesões na coluna vertebral de maneira mais barata e menos invasiva que os métodos já conhecidos.

Trata-se de uma pequena esponja de formato cilíndrico feita de um material semelhante ao de brinquedos de animais que aumentam de tamanho quando são deixados na água. Por ser pequeno, o cilindro pode ser inserido em incisões pequenas, e depois irrigado para atingir o tamanho adequado. Seu material também lhe permite ser preenchido com remédios ou fluidos estabilizantes. O vídeo abaixo (em inglês) mostra a novidade:

[embedded content]

Metástases

Uma das principais funções do novo material é tratar lesões causadas por tumores que sofrem metástase (caem na corrente sanguínea, indo para outras partes do corpo) e se alojam na coluna. Quando isso acontece, é necessário remover a área afetada e preenchê-la com algum material.

Atualmente, existem dois métodos comuns para realizar esse procedimento. O primeiro envolve uma cirurgia que acessa a coluna pela frente do corpo do paciente (através da cavidade torácica) e substitui a área afetada com enxertos de osso ou de metal. Trata-se, contudo, de um procedimento bastante invasivo, que implica num longo processo de recuperação e pode trazer complicações.

O outro método, menos invasivo, acessa a coluna pelas costas do paciente, realizando uma pequena incisão, e substituindo a região prejudicada da coluna com hastes expansíveis de titânio. Embora seja uma cirurgia mais simples, o alto custo do titânio a torna bem menos acessível. 

A novidade criada pela doutora Lichun Lu permite combinar o baixo custo do primeiro método com a cirurgia mais simples do segundo. O próximo passo da pesquisa, segundo ela, é testar o material em cadáveres, simulando um procedimento com pacientes, e a pesquisadora pretende começar os testes clínicos nos próximos anos.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *