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Com novo diretor, "Alice Através do Espelho" mantém traços de Tim Burton

Embora não esteja na função de diretor, e sim como produtor, o cineasta Tim Burton deixa traços artísticos perfeitamente reconhecíveis em “Alice Através do Espelho”, o novo filme sobre a célebre personagem de Alice idealizada pelo escritor Lewis Carroll.

Sequência de “Alice no País das Maravilhas” (2010) de Burton, o filme “Alice Através do Espelho”, dirigido por James Bobin (“Os Muppets”, 2011), resgata o espírito fantástico do longa anterior com um elenco repleto de rostos conhecidos, com a volta de Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter e Mia Wasikowska.

Em prévia à imprensa em Los Angeles, os jornalistas puderam ver algumas cenas de “Alice Através do Espelho”, que estreia em 26 de maio no Brasil.

Com a pressão do enorme sucesso de “Alice no País das Maravilhas”, que no mundo todo arrecadou mais de US$ 1,025 bilhão em bilheteria, “Alice Através do Espelho” retoma a personagem de Alice (Wasikowska), já mulher, e que após suas aventuras marítimas como capitã de um navio deverá retornar ao País das Maravilhas para resgatar o Chapeleiro Maluco (Depp).

Com os personagens loucos, a ação frenética e o cenário multicolorido que caracterizaram “Alice no País das Maravilhas”, o novo filme inclui como novidade o ator Sacha Baron Cohen no papel do personagem Tempo, já que as viagens temporais serão cruciais no argumento do filme.

Em breve conversa com os jornalistas, o diretor James Bobin explicou que tentou ser fiel ao universo com uma estética tão específica como a de Tim Burton, e demonstrou seu interesse em criar “um mundo” com as características de uma produção “de época”, mas “de uma maneira mágica”.

Bobin contou que Burton esteve envolvido no filme “desde o princípio”, nos roteiros, no casting e na filmagem, e garantiu que foi “uma honra trabalhar com ele”.

O cineasta britânico destacou que Alice “é uma instituição” no Reino Unido, “um livro que está na casa de seus avós, de seus pais e na sua”, por isso trabalhou com o material de modo “muito cuidadoso” e com “respeito”.

Sem revelar muitos detalhes, Bobin disse que o Chapeleiro Maluco é “o motor narrativo do filme” e indicou o “conflito entre gerações” que existe entre Alice e sua mãe, pois a jovem “representa uma nova geração de mulheres” que não quer só ter filhos e cuidar da casa.

Bobin elogiou o trabalho de Sacha Baron Cohen e gostou da ideia de Tempo ser um personagem que precise “pedir permissão” para fazer uma viagem temporal, uma circunstância que considerou, com ironia, “muito inglesa” e “muito educada”.

A atriz Mia Wasikowska destacou “o poder” e a segurança da nova Alice após ter passado “um ano viajando pelo mundo como capitã de um navio”.

A intérprete afirmou que o novo filme aprofunda “a individualidade” de Alice, um papel difícil na sua opinião, visto que está “cercada” de “personagens verdadeiramente originais e excitantes”.

Wasikowska abordou o debate sobre a igualdade de mulheres e homens, uma questão mencionada no filme, e considerou que “ainda há muito caminho a ser percorrido”, além de dizer que será “excelente” se a personagem de Alice for “o primeiro ponto de contato (sobre este tema) para meninos e meninas”.

Fonte: Bol.com.br

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