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Comissão de Direitos Humanos relata 12 novas prisões de dissidentes em Cuba

Havana, 21 mar (EFE).- Pelo menos 12 dissidentes foram detidos nesta segunda-feira em Cuba, de acordo com a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), que, além disso, elevou para 90 o número de presos por motivos políticos na ilha.

Entre os detidos estão a líder das “Damas de Branco”, Berta Soler, seu marido, Ángel Moya, além de algumas integrantes do grupo, informou à Agência Efe o porta-voz da CCDHRN, Elizardo Sánchez, única entidade a documentar esse tipo de incidente em Cuba.

Também foram registradas as detenções de Antonio González-Rodiles, que lidera o projeto independente “Estado de Sats”, junto com sua namorada, a ativista Ayler González.

O porta-voz da CCDHRN explicou que a entidade está tentando confirmar o número exato de prisões ocorridas em Cuba desde domingo, quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à ilha.

No mesmo dia, cerca de 60 dissidentes foram detidos por várias horas após a manifestação dominical tradicional das “Damas de Branco”.

No total, 78 pessoas estão presas em Cuba – uma delas em prisão domiciliar -, segundo os dados da CCDHRN. Além deles, explicou Sánchez, 11 pessoas foram libertadas sob “licença extrapenal”, instrumento jurídico que não anula as condenações impostas durante a onda repressiva da “Primavera Negra” de 2003.

Em entrevista coletiva conjunta com Obama, o presidente de Cuba, Raúl Castro, negou hoje a existência de presos políticos no país.

Castro desafiou uma jornalista a apresentar uma lista de presos políticos e prometeu que, caso eles realmente existam, seriam libertados na noite de hoje.

Fonte: Bol.com.br

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