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"É constrangedor", diz diretor do SBT sobre novelas da Globo e Record

Diretor de “Cúmplices de um Resgate” e parceiro da autora Íris Abravanel desde “Carrossel”, Reynaldo Boury disse que não há, com exceção de poucos detalhes, diferença entre fazer novelas para adultos e crianças.

“Novela é tudo igual, você só precisa saber primeiro o público-alvo para o qual está se direcionando”, disse ele a jornalistas convidados para a gravação de uma cena de “Cúmplices” na quinta-feira (17), na sede do SBT, em Osasco. “[Em novelas para o público infantil] você só precisa ter paciência necessária, não pode falar alto demais e palavras pesadas. Sempre digo para que tratem bem as crianças”, evidenciou.

O diretor, que tem no currículo trabalhos como “Tieta” (1989), “Ciranda de Pedra” (1981) e “Irmãos Coragem” (1995), acredita que as novelas do SBT voltadas para os telespectadores mirins têm dado certo porque podem ser vistas por toda família. Para Boury, o mesmo não pode ser dito sobre os folhetins da Globo e da Record. 

“O ibope que recebemos é muito bom, desde ‘Carrossel’. É um público fiel e a família toda pode assistir. Você pode ver perto do seu neto, da sua filha, sem constrangimento. Quando estou com a minha neta do lado, eu nem assisto uma novela da Globo ou da Record. É constrangedor. Eu nem vejo, vou embora”, declarou.

Na opinião de Boury, as novelas que apostam em violência ou muitas cenas de sensualidade acabam gerando o inverso do interesse dos canais: criam rejeição e afugentam o público. “Antigamente, não tinham cenas como hoje em dia. ‘Gabriela’, por exemplo, era mais exótica do que sensual. Tinha a cena dela subindo no telhado. Não aparecia nada e todo mudo via tudo nas pernas dela”, avaliou. “Não havia muita malícia como hoje. As novelas estão muito pesadas”, completou. 

Lourival Ribeiro/SBT

Novela “Cúmplices de um Resgate” tem Larissa Manoela no papel principal

 

Susto com “Dez Mandamentos”

O sucesso das tramas infanto-juvenis trouxe tranquilidade para o SBT e também para Reynaldo Boury. Tanta segurança, diz o diretor, não chegou a ser abalada pelo estouro da Record com “Os Dez Mandamentos”, mas ele confessa que a novela bíblica sobre a saga de Moisés assustou.

“Deu para tomar um susto, né? Foi mais ou menos o que aconteceu com ‘Carrossel’, todo mundo se assustou [com a audiência elevada]’. Mas as nossas novelas não perderam nada, continuamos com 12, 13 pontos. A Record é que estourou”, afirmou. 

Fonte: Bol.com.br

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