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Cultura de paz é resposta de estudantes à violência

Alunos de escola participam de projeto multidisciplinar. Foto: Paulo Paiva/DP
Alunos de escola participam de projeto multidisciplinar. Foto: Paulo Paiva/DP

Diante do susto provocado por um assalto à mão armada ocorrido em janeiro, alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Ageu Magalhães, Olinda, decidiram se unir em torno de um ideal de não violência. A unidade de ensino, situada na Vila Popular, lançou ontem o programa Protagonismo infanto-juvenil: por uma cultura de paz na escola.

A escola vai implantar uma série de projetos educacionais e de integração com a comunidade. Uma das medidas é a criação de um comitê multidisciplinar formado pela direção, professores, funcionários, alunos, pais, comunidade e parceiros, que vai debater a vulnerabilidade social na região. Um ciclo de palestras será realizado com foco, inicialmente, na saúde da mulher, prevenção às drogas e gravidez na adolescência.

As atividades incluem oficina de música realizada no Conservatório de Olinda, que permitirá a reativação da Banda Escolar. Haverá ainda competições esportivas e projeto de grafitagem coordenado pelo artista Manoel Quitério. Ele expôs seu trabalho em muros na Turquia e 15 países do Oriente Médio.

Outra medida será reabrir o laboratório de informática da escola. Como parte do programa, os alunos visitarão a Reserva Florestal do Passarinho, em Olinda, e a Academia da Polícia Militar de Paudalho, na Zona da Mata.

A ação é realizada através de  parceria com as secretarias de Educação, Saúde e Meio Ambiente de Olinda, as secretarias estaduais de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude e Defesa Social, a ONG Oásis da Liberdade, o Sena e instituições religiosas.

O estudante José Roberto dos Santos, 12, está empolgado com as atividades do projeto. “Pretendo ser jogador de futebol e no futuro ajudar a minha comunidade, tirando as pessoas viciadas nas drogas e dando uma nova oportunidade. Aqui vou encontrar esse estímulo para desenvolver minhas habilidades nas atividades esportivas”, analisou.

A diretora Betânia Araújo ressalta que a escola está inserida em uma comunidade com altos índices de violência. “Após o assalto, fomos ao secretário de Educação, Luciano Moura, que abraçou a nossa causa e procuramos os parceiros”, acrescentou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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