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De Cinderela a Mulher Maravilha: por todos os dias que são nossos.

O dia 8 de Março –  data importante para relembrar os fatos que são suficientemente ricos de significado e que carregam toda a luta da mulher no caminho da sua libertação.

Neste dia, como é dedicado ao Dia Internacional da Mulher, vale a comemoração mas retomar ou continuar a luta sem medos. Avançar sem medos e sem vergonha pelas derrotas sofridas, integrar todos os novos aspectos da luta da mulher para construir uma sociedade onde a mulher seja reconhecida como gente.

Digo isto porque vale a pena refletir a nossa história, e o que de fato sabemos é que a definição da identidade feminina sempre caminhou paralelamente a uma maciça discriminação das mulheres.

Sabemos o quanto foram negadas às mulheres todas as capacidades socialmente valorizadas, tais como seu nível intelectual, pensamento lógico, capacidade e interesses profissionais e políticos – traços geralmente associados aos homens, e que afastaram as mulheres das esferas de poder e influência social.

E mesmo com as transformações ocorridas nos últimos anos sobre os novos papéis e posições ocupadas pela mulher, é preciso não superestimar a profundidade dessas mudanças, nem tampouco acreditar que as desigualdades entre homens e mulheres nos espaços público e privado tenham sido erradicadas.

Analisamos que os novos comportamentos por parte das mulheres são vistos por elas, não só como possíveis, mas também como desejáveis. Ou seja, sua aceitação ainda esbarra nos antigos discursos definidores das identidades feminina e masculina, resultando na coexistência de discursos contraditórios. A mulher de hoje deve ser múltipla: profissional competente, culta, inteligente, boa dona de casa, mãe zelosa, sem deixar de cuidar da aparência e investir na saúde.

O homem, no entanto, a despeito do discurso igualitário, continua, no fundo, a ser visto, pelas mulheres, nesta relação assimétrica, como mero colaborador. Elas desejam que seu companheiro seja um homem “especial”, isto é, sensível, compreensivo e aberto ao diálogo.

Podemos entender que as coisas parecem ter mudado mais no plano do aparente do que do real. A sociedade exige, e a própria mulher acaba exigindo de si mesma, que ela seja múltipla. A mulher “maravilha” de hoje apenas multiplicou funções.

Para finalizar, meus desejos de um viva por todos os nossos dias, e um convite a pensar as palavras de Gilberto Gil, que diz:

Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria/Que o mundo masculino tudo me daria/Do que eu quisesse ter/Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara/É a porção melhor que trago em mim agora/É o que me faz viver/Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera/Ser o verão no apogeu da primavera/E só por ela ser/Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória/Mudando como um Deus o curso da história/Por causa da mulher/Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória/Mudando como um deus o curso da história/Por causa da mulher…

 

Ma. Cristiane Souza

Psicóloga/ Leader Coach / Doutoranda em Linguística (UFAL)

Sócia Diretora Ânima Consultoras Associadas

Consultora Credenciada SEBRAE/MAC

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