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Depois de sair do PTB, Fernando Collor é barrado no PSL

O senador Fernando Collor de Mello (sem partido) – um dos personagens da Operação Lava Jato – ainda segue em busca de uma “casa nova”. Collor busca um partido que o permita permanecer dando suporte à presidente Dilma Rousseff (PT), no processo de impeachment que ela enfrenta.

Este foi um dos motivo dele deixar o PTB. Collor faz parte hoje da “tropa de choque” da presidente, assim como os outros dois senadores alagoanos Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP). Será coincidência todos serem citados na Lava Jato?

Com a saída de Collor da legenda, em Alagoas, o PTB ficou sob o comando do deputado estadual Antônio Albuquerque, que deixou o PRTB. Foi uma das mudanças da dança das cadeiras.

Sem partido, Fernando Collor de Mello chegou a procurar espaço dentro do PSL, mas teve o nome rejeitado. Motivo? O PSL começa a construir uma agenda liberal e fora do pensamento de esquerda, que é a filosofia da turma com a qual Fernando Collor de Mello anda nos dias atuais.

Desde que assumiu sua cadeira no Senado Federal, Collor jamais deixou de apoiar o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff. Buscou este apoio quando foi candidato ao governo do Estado e – mais recentemente – foi reeleito no grupo que tinha Renan Calheiros, Lula, Dilma e o PT como aliados.

Uma aliança estranha, já que – durante a campanha – o PT de Dilma não poupou usar o nome de Collor como “adjetivo pejorativo” para tentar desqualificar a candidatura do falecido Eduardo Campos e de Marina Silva. Coisas da política.

Voltando aos dias atuais: o fato é que o PSL fechou as portas para Collor por divergências ideológicas. O partido busca se reformular e construir nomes para o processo eleitoral fora do campo de esquerda. 

 

Por Lula Vilar

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