Docentes criam grupo de ajuda para o retorno após licença

Tão difícil quanto o afastamento do ambiente escolar é o retorno. A professora de Geografia Rosi Tomura, de 49 anos, está há mais de 10 no status de “readaptada”, nome atribuído ao docente que já voltou do período de licença, mas ainda não consegue dar aulas.

Ela teve depressão depois de ver um de seus alunos morrer esfaqueado por um colega na frente da escola, em Mococa, interior do Estado.

“Trabalho em um bairro muito periférico, violento, onde há muitos problemas com drogas”, disse.

Após o episódio, que aconteceu no ano de 1999, foi perdendo a vontade de ser professora, até o momento em que nem sequer conseguia sair da cama. “Você começa a se deparar com problemas que são muito maiores do que você e se sente impotente. Vai adoecendo com todo esse cenário. Fui diagnosticada com depressão e fobia social”, afirmou.

Rosi se afastou e só conseguiu voltar à escola em 2003, como readaptada, onde permanece até hoje. Foi aí que a professora começou a reunir outros docentes com problemas similares aos enfrentados por ela e criou a Associação dos Professores Readaptados do Estado de São Paulo (Aspresp), que reúne cerca de 1 mil docentes.

O grupo troca relatos virtuais dos problemas e promove encontros para discutir as principais situações da categoria, desabafar e até pedir auxílio jurídico.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Bol.com.br

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