É tempo de pessoas possíveis?

Todos parecemos saber o que devemos ou podemos fazer para uma transformação desejada, mas por que será que muitos de nós demoramos tanto para começar?

Ficamos todos muito teóricos e deixamos que nossa principal prática, no cotidiano, seja a do bla-bla-bla, por isso, entendo que muitos sofremos de falta de prática. Muitas vezes, isso acontece porque não temos a clareza sobre o que realmente é transformador para cada um de nós e reproduzimos outros desejos de mudanças. Além disso, outra agravante é que ainda temos a falta de continuidade. Ou seja, quase sempre nos fascinamos por alguma alternativa, mas não demora muito e desanimamos e já partimos para uma outra.

Dessas reflexões, me parece ser necessário analisar que não temos, nem sempre, uma clareza sobre os processos que nos transformam, e até não estamos sabendo lidar com o próprio fracasso ou com o fracasso dos outros. Essa é uma das reflexões que as pessoas deixam de fazer.

Sermos pessoas possíveis implica ratificar que a iniciativa é providencial. Todos sabemos um pouco da intimidade dos outros, mas é também verdade que a interação com a diversidade é algo distante para muitos, mas se praticada nos faz bem ao apresentar e ampliar possibilidades e renovar ideias em nós mesmos, nos tornando mais abertos para nosso autoconhecimento.

A constância em uma relação conosco favorece o vínculo e a vivência de experiências boas, afinal, “Não nos afastemos muito”, aconselha o poeta Carlos Drummond de Andrade, porque a amizade nos faz (bem) mais felizes e mais importante é sermos nossos amigos, e sermos possíveis a cada dia.

Em suma, somos possíveis de chegar aonde nossos sonhos querem! O não atingir esse ponto de chegada é apenas uma barreira que nunca foi transposta com coragem suficiente para transpô-la.

São inúmeras as possibilidades, acredite!


 

 

Ma. Cristiane Souza

Psicóloga/ Leader Coach / Doutoranda em Linguística (UFAL)

Sócia Diretora Ânima Consultoras Associadas

Consultora Credenciada SEBRAE/MAC

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