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Eagles of Death Metal faz show com emoção e peso contra trauma de Paris

Foi ao som de uma música da disco music que o Eagles of Death Metal subiu ao palco Ônix no Lollapalooza neste sábado (12). Sem espaço para lamentações e lembranças ao ataque terrorista sofrido pela banda em Paris, em novembro passado, o grupo fez uma apresentação emocionante e calorosa, com dança do vocalista Jesse Hughes e a característica porrada no ouvido da plateia com “I Only Want You”.

Uma camiseta homenageando Paris, pendurada no amplificador, foi a única menção ao ocorrido durante a apresentação – a mais concorrida neste início de tarde.

Com uma tala no dedo médio da mão esquerda, devido ao tendão machucado há algumas semanas, o vocalista e guitarrista fez pose, molhou os dedos para ajeitar a sobrancelha e os cabelos, desceu até a plateia e mandou beijos. “Amo vocês, seus motherfuckers”, disse, alucinado com os gritos da plateia. “Eu amo esse trabalho”.

Visivelmente emocionado, Jesse, que já disse enfrentar um duro trauma, externou a ‘tour de force’ em se manter na estrada e superar o ocorrido. “Vocês não sabem o quanto estão sendo importantes para mim esta tarde. E vocês apareceram para não me deixar pra baixo”, disse, antes de aumentar ainda mais o volume com “Cherry Cola”, uma das mais conhecidas de um repertório calcado em um rock simples, mas barulhento.

“Não sou um bom católico, mas vou rezar uma pequena oração aqui”, disse antes de “Save a Prayer”, cover de Duran Duran. A banda inglesa doou os royalties do grande sucesso dos anos 80 para ajudar as vítimas do atentado em Paris.

“Vou dizer uma coisa para nossa relação ser a mais pura possível. Eu não quero estar em Los Angeles [a banda é da Califórnia], quero ficar com vocês mais cinco dias. Amo este país”, disse antes de tocar “Wannabe In L.A.”.

Depois de ser alvo do trágico atentado terrorista na França, durante apresentação na casa de shows Le Bataclan, o Eagles of Death Metal deixou de ser uma mera banda indie, mais famosa pela participação de Josh Homme, líder do Queens of Stone Age, para entrar no alvo de um público maior. A apresentação em São Paulo é a segunda após o cancelamento de shows na Europa por conta do tendão machucado do vocalista.

Até então, o Eagles havia feito pouco menos que uma dezena de shows após o ocorrido em Paris. Havia curiosos na plateia, por conta da história , mas os fãs antigos eram maioria.

Camila Menezes, 19, foi uma das poucas que disseram conhecer a banda após o fatídico ataque, e comemorou o alto astral da apresentação. “De um evento trágico, conheci uma banda muito rock n’ roll, incrível”.

Fonte: Bol.com.br

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