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Em horário nobre no Lollapalooza, Planet Hemp faz críticas ao governo

De volta na praça, o Planet Hemp segurou a bronca em encerrar o palco Axe, no último dia do Lollapalooza Brasil 2016, com um show pesado, digno de uma banda de punk rock. Enquanto no palco principal o pop reinava com Florence + The Machine, a banda de Marcelo D2 não economizou nas críticas à política brasileira no horário mais nobre do evento –algo raro para atrações nacionais em festivais.

“Que dia é esse? Esquerda e direita, quem vai roubar mais? Quem vai nos enganar?”, atiçou D2, ao lembrar das manifestações deste domingo, antes de cantar “Futuro do País”, acompanhado com imagens de Dilma Rousseff, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e um dos pivôs do escândalo da Petrobras, Nestor Cerveró. A plateia respondeu com um sonoro coro de “Ei, Dilma, vá tomar no c*”. “Eles sabem como é bom”, provocou D2.

“Enquanto vocês ficam nesse FLA-FLU, vocês todos tomam no c*”, dizia uma mensagem pré-gravada com a voz do Google Translator, antes de “A Culpa é de Quem?”. Foi quando a imagem de Dilma voltou ao telão, dessa vez acompanhada dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso. No final do show, o Congresso Nacional foi implodido em imagens no telão.

“Todo mundo diz que nossas músicas ainda são atuais, mas tem uma banda chamada Ratos de Porão que já falava tudo isso há 40 anos”, disse BNegão, antes de chamar João Gordo para cantar “Crise Geral”. A plateia, modesta para o horário, reagiu com uma roda de pogo.

O Planet Hemp brincou com a escalação de ultima hora, após o cancelamento do show de Snoop Dogg, e o que deixou a banda em uma posição rara na programação do festival. “Sem Snoop e com [Bob] Marley morto, qual maconheiro sobrou? Chamaram o Planet Hemp”, disse D2.

De fato, a mensagem do rapper se manteve com clássicos de duas décadas, como “Mary Jane”, “Mantenha o Respeito” e “Queimando Tudo”, cantada “até a última ponta” inclusive por um público que sequer tinha nascido quando o primeiro disco, “Usuário”, foi lançado em 1995.

Em um show politizado, ficou para o final “Samba Makossa”, tocada em homenagem a Chico Science que completaria 50 anos neste domingo.

Fonte: Bol.com.br

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