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Escola pública vende uniformes com erro ortográfico em Brasília

Foram vendidas 15 das 60 produzidas com palavra ‘centro’ sem a letra n. Camiseta custou R$ 28; alunos podem trocar por modelo corrigido.

 

Uma escola pública do Distrito Federal confeccionou 60 uniformes com erro ortográfico e vendeu pelo menos 15 deles ao longo desta semana, quando as aulas tiveram início na rede pública. Ao invés de “Centro de Ensino Médio Ave Branca de Taguatinga” está escrito, no verso, “Cetro de Ensino Médio Ave Branca de Taguatinga”. O colégio disse ao G1 que passou a oferecer a camiseta com correção a partir desta quinta-feira (3). Alunos que compraram o modelo anterior podem trocá-lo ou pedir o dinheiro de volta – R$ 28.

O problema foi percebido por uma estudante nesta terça-feira (1º), que avisou a direção. A escola contatou a empresa responsável por confeccionar os uniformes no mesmo dia e pediu novas unidades. Nem o colégio nem a fornecedora quiseram informar os custos de produção.

Pai de uma aluna do 1º ano do ensino médio, o fotógrafo Daniel Alves comprou duas camisetas na última sexta-feira (26). “[A vendedora] me mostrou a blusa de frente e colocou no balcão. Aí ela dobrou e colocou no saquinho. Eu não percebi o erro”, conta.

A filha de Daniel foi à escola com a camiseta na terça-feira (1º) e uma colega notou a grafia incorreta. A menina de 15 anos mudou de roupa e nesta quinta levou o modelo para troca no colégio.

Novo caso
Não é a primeira vez que uniformes de escolas públicas são confeccionados com erros de português. Camisetas com a palavra “encino” foram entregues a estudantes do Centro de Ensino Médio 01, em Brazlândia, em 2014.

Camiseta de uniforme escolar do DF que traz ensino escrito com 'C' (Foto: Taynara Santos/Divulgação)
Camiseta de uniforme escolar do DF que traz ensino escrito com ‘C’
(Foto: Taynara Santos/Divulgação)

A Secretaria de Educação considerou na época que houve sabotagem. De acordo com a pasta, foram fabricadas 2.800 camisetas e 27 apresentaram erro de grafia. Por meio de nota, o órgão julgou ser “impossível” a reprodução de menos de 30 uniformes errados no universo de 2.800 corretos.

Essa certeza, diz a secretaria, se devia à técnica de produção das camisas adotada pela Fábrica Social, entidade até então responsável pela confecção das peças. O GDF divulgou uma foto do molde, com a grafia correta, que teria sido utilizado na confecção dos uniformes

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