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EUA recomendam que casais expostos ao Zika esperem para engravidar

Por Julie Steenhuysen

(Reuters) – As autoridades dos Estados Unidos estão recomendando que as mulheres esperem pelo menos dois meses, e os homens pelo menos seis meses, antes de tentarem a concepção depois de serem infectatos pelo Zika, vírus supostamente relacionado a milhares de casos suspeitos de microcefalia no Brasil.

As novas orientações, divulgadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos nesta sexta-feira, seguem-se a outras recomendações que focaram na prevenção da infecção de mulheres grávidas.

Autoridades de saúde também disseram que pretendem expandir a disponibilidade de contraceptivos mais eficazes em Porto Rico, o primeiro território norte-americano a registrar um surto de Zika, com 261 casos relatados até agora e milhares mais esperados nos próximos meses. O vírus foi detectado pela primeira vez no Brasil no ano passado e se espalhou rapidamente pela América Latina e do Caribe.

“Evidências crescentes sustentam uma ligação entre Zika e microcefalia, um defeito de nascença que é um sinal de desenvolvimento incompleto do cérebro, e possivelmente outros problemas, tais como o aborto”, disse a doutora Denise Jamieson, especialista do CDC em defeitos a gravidez e parto, a repórteres durante uma teleconferência na sexta-feira.

Tanto homens quanto mulheres que foram possivelmente expostos ao vírus devem esperar pelo menos oito semanas antes de tentarem a concepção, apontam as diretrizes.

As autoridades de saúde destacaram que as recomendações foram baseadas em dados limitados sobre a persistência do Zika no sangue e no sêmen.

“Infelizmente, ainda há muita coisa que não sabemos”, disse a especialista do CDC, acrescentando que as recomendações vão continuar a evoluir à medida que se aprende mais sobre o vírus.

Para as pessoas que vivem em áreas com surto Zika, o CDC sugeriu aos casais a adiarem a gravidez por completo, e instou os médicos a informarem os pacientes sobre os riscos de exposição durante a gravidez.

Para prevenir a transmissão para mulheres que já estão grávidas, a CDC reiterou o conselho de que os homens que vivem ou visitaram áreas com Zika devem usar preservativos ou se absterem por completo de fazer sexo com grávidas.

Ainda não foi provado que o Zika causa microcefalia em bebês, mas evidências crescentes sugerem uma ligação. A condição retarda o crescimento da cabeça e do cérebro, levando a problemas de desenvolvimento.

O Brasil diz ter confirmado mais de 900 casos de microcefalia e considera que a maior parte deles estão relacionados a infecções causadas pelo Zika nas mães. O Brasil está investigando outros cerca de 4.300 casos suspeitos de microcefalia.

(Reportagem adicional de Letitia Stein)

Fonte: Bol.com.br

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