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Gil desculpa Lobão e diz que pode até beijá-lo, mas Chico não perdoa o roqueiro

"Vocês três fazem parte, queira eu ou não, do meu DNA artístico e afetivo", disse Lobão. Foto: Divulgação
“Vocês três fazem parte, queira eu ou não, do meu DNA artístico e afetivo”, disse Lobão. Foto: Divulgação

O cantor e compositor baiano Gilberto Gil recebeu de forma amigável o pedido de desculpas do roqueiro Lobão, que divulgou carta aberta e ele, Chico Buarque e Caetano Veloso, após ter questionado as posições políticas e a revelância musical do trio. “Ainda não li a carta do Lobão. Li sobre a mesma numa matéria de um jornal. Recebi suas declarações com leveza: leve alegria no coração, leve sorriso nos lábios, leves lágrimas nos olhos. Elas correspondem ao padrão mental dos inteligentes, ao padrão sentimental dos de bom coração em que, quase sempre, prevalece o bom senso. Da próxima vez que cruzar com ele, já posso lhe dar um beijo sem constrangimentos”, disse Gil, em comunicado.

Em carta aberta, Lobão pede “humildemente” o perdão de Gil, Caetano e Chico Buarque
O sambista Chico Buarque, no entanto, não foi tão receptivo. Também por intermédio da assessoria, ele disse: “Não li a carta e não tenho intenção de ler”. Já Caetano, que está fora do Brasil, não se pronunciou, por ora, sobre o assunto.

A carta aberta foi divulgada por Lobão através de sua página oficial no Facebook, e parece ter sido inspirada pela aparição dos três músicos no programa Altas horas da madrugada do último sábado, na Rede Globo. No texto, o roqueiro afirma que, após meses de revolta, foi tomado por um sentimento de carinho e amor por Gil e Caetano.

“Vocês três fazem parte, queira eu ou não, do meu DNA artístico e afetivo, do meu imaginário poético e são sim, artistas muito fora da curva ,tanto na excelência das canções com na criatividade, na beleza e na inspiração de seus versos. Portanto, peço humildemente o perdão de vocês, Caetano, Gil e Chico”, completa.

Lobão encerra o texto dizendo que cooperará “com humildade e dedicação” por um Brasil melhor,e que não há razão nem espaço para conflitos, convulsões sociais nem revoluções. “A transformação se dá através do crédito moral, do afeto e de uma nova aliança, que permeará esse novo e maravilhoso Brasil que se vislumbra. Topam?”, convocou.

Sucesso nos anos 1980 com sucessos como Me chama, Vida bandida e Rádio blá, Lobão tem chamado mais atenção no últimos anos mais pela polêmica do que pela música. O cantor é um dos ícones do movimento a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. As opinioes políticas viraram até tema do último disco, O rigor e a misericórdia, lançado em 2015. Ele também acrescentou o discurso a músicas já conhecidas. Em turnê voz e violão que passou pelo Recife, Lobão trocou versos de Vida bandida por “Dilma bandida”.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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