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Giovanni Mastroianni: Soluções viáveis: ciclovias e bicicletas

Chamou-me bastante atenção artigo recentemente publicado no Diario de Pernambuco pelos advogados Marcelo Augusto Rodrigues e Marcílio de Oliveira Cumaru sob o título de A inclusão do modal bicicleta nas linhas férreas de Pernambuco em que estimulam o governo estadual de Pernambuco e também os executivos municipais ao aproveitamento dos traçados dos trilhos, onde outrora passaram as linhas ferroviárias, para a construção do maior grande empreendimento cicloviário do Norte/Nordeste com ciclovias seguindo os mesmos caminhos das linhas férreas da RFFSA, sociedade de economia mista extinta através de legislação federal. Achei a ideia simplesmente excelente, pois, segundo os articulistas, o que restou das obras ferroviárias foi destruído ou invadido pelos vândalos, em especial os dormentes de madeira e os trilhos de ferro.

O tema, tão bem analisado pelos dois juristas, levou-me à leitura das leis que tão bem inspiraram aqueles abnegados ambientalistas que têm uma larga folha de serviços prestados a Recife e Caruaru.

A Lei n.º 14.762, de 31.08.2012, que institui a Política Estadual de Mobilidade por Bicicleta no âmbito do estado de Pernambuco, tem por objetivo fomentar uma cultura favorável aos deslocamentos cicloviários como modalidade de transporte eficiente e saudável. Entre outros objetivos, os de estimular o uso seguro da bicicleta como meio de condução preferencial a ser utilizado nas atividades do cotidiano. Na Europa, um bom exemplo é o reino dos países baixos que, há muitos anos adota essa especialidade de translado. Apesar de uma população de cerca de 17 milhões de habitantes, a Holanda é um país que se pode atravessar de ponta a ponta sem se sair da ciclovia, sendo modelo mundial de integração dos modos de transporte. Sua capital, Amsterdã, e suas principais cidades: Utrecht e Roterdã pouco utilizam o carro, aliviando, consideravelmente, o trânsito. Sem a bicicleta os estreitos e compactos centros urbanos não seriam acessíveis, sendo a bicicleta a alternativa de transporte que dá liberdade e rapidez em percursos curtos. Sua prática faz diminuir a necessidade de utilização, também, dos coletivos como ônibus, bondes, trens e até metrôs.

Cidades da Suíça, Alemanha e França já adotam tal modalidade. Em essência, a lei já vigente visa, também, reduzir a circulação de veículos nas ruas das cidades, diminuindo, por consequência, a emissão de ruídos sonoros, gases poluentes e congestionamentos nas vias públicas, contribuindo para que a ecologia urbana se constitua em uma realidade.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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