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Grécia não registra chegada de qualquer migrante nas últimas 24 horas

Uma família de migrantes espera por ajuda humanitária, na ilha grega de Lesbos, em 25 de novembro de 2015. Foto: Bulent Kilic/Arquivo/AFP
Uma família de migrantes espera por ajuda humanitária, na ilha grega de Lesbos, em 25 de novembro de 2015. Foto: Bulent Kilic/Arquivo/AFP

A Grécia não registrou qualquer chegada de migrantes em seu território nas últimas 24 horas, marcando o primeiro dia sem chegadas desde a entrada em vigor de um acordo entre a Turquia e a UE, informaram nesta quinta-feira as autoridades gregas.

Esta queda nas chegadas de migrantes, depois que a Turquia prometeu lutar contra os traficantes que levam os refugiados para a costa grega, também pode ser o resultado das condições marítimas no mar Egeu, onde, na quarta-feira, houve uma forte tempestade.

Sob o acordo alcançado na semana passada entre a UE e a Turquia, todos os migrantes que chegarem nas ilhas gregas serão devolvidos à Turquia, incluindo os requerentes de asilo sírios.

Embora as chegadas tenham registrado um aumento inicial logo após a entrada em vigor do acordo, somando um total de 1.662 pessoas na segunda-feira, na terça-feira o número caiu para 600 e na quarta para 260.

Aproveitando a calmaria, as autoridades gregas se preparavam para implementar o acordo, que exigirá uma logística complexa, pois envolverá 4.000 agentes.

Deste contingente, composto por forças de segurança e peritos em matéria de asilo, cerca de 2.300 serão enviados por outros países europeus.

A tarefa do governo grego, de identificação e assistência aos migrantes, foi agravada esta semana após a retirada das organizações humanitárias da área, considerando que o acordo viola o espírito do direito de asilo.

Três organizações, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), anunciaram na quarta-feira que suspenderiam suas atividades humanitárias nos centros de registro de migrantes nas ilhas gregas.

A agência da ONU para os refugiados (ACNUR) também suspendeu na terça-feira algumas das suas atividades na Grécia, considerando que, com as novas disposições previstas no acordo entre a UE e a Turquia, os centros de registo “vão se tornar locais de detenção”.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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